Wednesday, April 29, 2009

Palestra sobre Cultura Afro


Estou publicando uma foto da Professora Marilene Paré, na E.E.E.M. Dr. Genésio Pires, em Itapuã, no dia 28 de abril, realizando uma excelente palestra com os professores e professoras sobre a Cultura Afro. Além de sensibilizar o grupo em relação à necessidade de trabalhar a Auto-Imagem e Auto-estima da Criança Negra. Acredito que, assim como eu, os colegas perceberam a importância do nosso papel neste processo de resgate da história destas crianças e que precisamos proporcionar momentos de reflexão e diálogo na sala de aula. Através das atividades propostas relatamos nossas lembranças da infância, nossa convivência em família e na sociedade. Foi um momento prazeroso de descontração e aprendizagem. Agradeço sua disponibilidade em participar desta formação e o carinho dedicado a todos! ASÉ!

Saturday, April 25, 2009

Apresentando Sócrates


“Eu sou o oceano
atlético e atlântico
pacífico e romântico (...)
Sou índico infinito
Indicado pro amor.
Eu sei, eu sal, eu sou”.
(Gabriel O Pensador, em Peixe-Aquário, do livro Diário Noturno)

Hoje lendo este poema de Gabriel O Pensador lembrei do texto da professora Elaine Conte da Interdisciplina Filosofia: Apresentando Sócrates. É interessante perceber que os seres humanos têm a tendência de criticar aqueles que porventura não se encaixam nos modelos pré-determinados por nossa cultura. Jesus Cristo foi crucificado, Sócrates foi condenado à morte, Gabriel O Pensador é muitas vezes criticado... O que estas pessoas têm em comum? Simplesmente questionam e colocam em xeque ideologias da sociedade de sua época. Com a condenação de Sócrates: “Os atenienses quiseram dar uma lição à filosofia, tentando fugir do incômodo causado por ela” (CONTE, 2009). Sócrates provocou um incômodo com a utilização do método dialógico que simplesmente era uma forma de organizar o pensamento das pessoas: “Nas suas conversas na praça do mercado de Atenas, ele não queria ensinar, mas aprender com as pessoas” (CONTE, 2009).

Saturday, April 18, 2009

PROJETO DE ARTES

Este projeto foi desenvolvido a partir da proposta do Projeto Dia Mundial da Água, na E.E.E.M. Dr. Genésio Pires, em Itapuã - Viamão. Os alunos e alunas pintaram os muros da escola criando painéis coloridos que remetem a questões ligadas a natureza e meio ambiente. Sou suspeita para para comentar a atividade, mas ficaram lindos!!! O professor Juarez Silva é o responsável pelos trabalhos e pela disciplina de artes na escola. Esta postagem está diretamente relacionada a atividade da Interdisciplina Questões Etnico- Raciais, pois envolve a elaboração de um mosaico a partir de uma questão norteadora... Quem sabe podemos lançar uma continuidade desta pesquisa das etnias para todas as turmas da escola?

Saturday, April 11, 2009

O EU e o OUTRO, DIFERENÇAS, ANCESTRALIDADE

Esta foto mostra meus avós paternos e seus filhos . A maioria da família diz que sou parecida com eles (cor da pele, cabelo e olhos). A família veio de São Gabriel.
Meu avô nasceu no Uruguai, foi Militar e morreu antes que eu nascesse.
Através da atividade O Eu e o Outro... da Interdisciplina Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História experimentei intensas emoções... A pesquisa envolveu meus pais, pois a partir da elaboração desta atividade comecei a conversar sobre a origem da nossa família e relembrar histórias de nossos queridos antepassados. Minha mãe ficou emocionada revendo as fotos e a atividade da Linha do tempo, realizada na Interdisciplina Representação do Mundo pelos Estudos Sociais coordenada em nosso Pólo pela Professora Maria Aparecida Bergamaschi, criada através do recurso colaborativo Xtmeline, "MINHA HISTÓRIA DE VIDA" . Além das vivências e sentimentos aflorados a leitura do texto: Em Busca de uma Ancestralidade Brasileira de Daniel Mundurucu proporciona uma visão da importância da história pessoal de cada indivíduo e o mais interessante relata suas vivências e aprendizagens despojado de qualquer sentimento de preconceito. Afinal o autor é um índio da nação Mundurucu (Pará). E conforme o autor: “... é preciso que as pessoas ouçam suas próprias histórias e as recontem, sempre...” (MUNDURUCU,2002).

Thursday, April 09, 2009

Políticas Públicas Brasileiras em Educação Especial


Com relação às Políticas Públicas Brasileiras em Educação Especial é importante salientar a participação da colega Zinara no Fórum da Interdisciplina: EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS: “... precisamos garantir que essas conquistas, previstas na lei, ocorram no dia-a-dia da escola. A efetivação de práticas educacionais inclusivas se dará quando a escola estiver preparada para receber esses alunos. Não basta a presença física do aluno portador de necessidade especial. É necessário incluí-lo, no sentido mais profundo que a palavra sugere”. A fala da colega expressa claramente a realidade da educação atualmente, as políticas públicas existem, mas na prática estes estudantes continuam segregados. Conforme Baptista (2004) é necessário que nós educadores possamos nos despojar de idéias e preconceitos, renunciando assim aos “edifícios” e buscando a construção de “tendas”. “As tendas são mais leves e suas paredes de tecido permitem a passagem da luz e do vento..." (BAPTISTA,2004) Em seu texto o autor relata projetos educacionais realizados nos últimos 30 anos na Itália e que muito se parecem com as diretrizes da escola da rede pública municipal de Porto Alegre. Sou professora da rede pública estadual e na nossa escola pouco podemos oferecer com as verbas e tecnologias de que dispomos. Como explicar esta situação?
“Art. 1o A União prestará apoio técnico e financeiro aos sistemas públicos de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na forma deste Decreto, com a finalidade de ampliar a oferta do atendimento educacional especializado aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, matriculados na rede pública de ensino regular” (Decreto 6571). Em nenhum momento quero ser pessimista, mas como criar tendas no contexto atual? Utilizando a metáfora do autor, somos prisioneiros da nossa própria criação...
Referências

BAPTISTA, Claudio. Inclusão e seus sentidos: entre edifícios e tendas. In: Baptista, Cláudio. Inclusão e escolarização: múltiplas perspectivas. Porto Alegre: Mediação, 2006.

Monday, March 30, 2009

Sala de aula como um espaço de construção


“Porque entre o sim e o não é só um sopro, entre o bom e o mau apenas um pensamento, entre a vida e a morte só um leve sacudir de panos e a poeira do tempo, com todo o tempo que eu perdi, tudo recobre, tudo apaga, tudo torna tão simples e tão indiferente” (Luft, 2008,p.100).

No texto “Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos”, o autor enfatiza a importância do conhecimento construído pelo sujeito aprendiz, a partir das suas vivências
[1] e do conhecimento formal. Na pedagogia relacional para que ocorra aprendizagem o sujeito precisa interagir com o objeto. “A ação do sujeito, portanto, constitui, correlativamente, o objeto e o próprio sujeito. Sujeito e objeto não existem antes da ação do sujeito” (BECKER, 1995).
Nesta semana vivenciamos este processo através de um projeto na nossa escola, no qual todos se envolveram nas atividades, o tema foi a água e sua importância para nossa existência e a continuidade da vida em nosso planeta. Os alunos e alunas de todas as séries da Educação Infantil ao Ensino Médio e EJA (Educação de Jovens e Adultos) contribuíram para realização de um evento (sábado 28/03) onde todas as atividades foram realizadas ao mesmo tempo. Alunos, professores e pais, participaram de atividades como: pintura dos muros da escola com desenhos e frases sobre a água, plantio de mudas de flores... Enfim um momento de construção coletiva, com leitura de poesias e apresentações de teatro... Esta experiência possibilitou ao grupo perceber a diferença entre uma aula tradicional e um projeto interdisciplinar. É evidente que a mudança de atitude não é um processo rápido, mas acredito que este seja o caminho.
Conforme Becker (1995), para que ocorra uma mudança de paradigma é necessário que o professor responda a seguinte questão: “que cidadão ele quer que seu aluno seja”? O autor ressalta a importância de “partir da experiência do educando, recuperando o sentido do processo pedagógico, isto é, recuperando e (re)constituindo o próprio sentido do mundo do educando... e do educador”.
Assim, a relação professor e aluno torna-se prazerosa com momentos de troca de experiências e aprendizagens. “Nesta relação, professor e alunos avançam no tempo” (BECKER, 1995). O ambiente da sala de aula transforma-se em “um espaço prazeroso de construção do conhecimento, um espaço de pesquisa, de choro, de risos, de descobertas, de vida... transpondo estruturas estabelecidas e modelos padronizados” (Trecho da atividade do semestre 2/2007).
Referências

BECKER, F. Modelos Pedagógicos & Modelos Epistemológicos. In: SILVA, Luiz Heron: AZEVEDO, José Clóvis (Org.) Paixão de aprender II. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995.
LUFT, Lya. O silêncio dos amantes. 5ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2008.
[1] O professor, além de ensinar, precisa aprender o que seu aluno já construiu até o momento - condição prévia das aprendizagens futuras (BECKER, 1995).

Sunday, November 16, 2008

Controle Social e Cidadania


Através do curso Controle Social e Cidadania que estou participando na modalidade à distância, da ESAF (Escola de Administração Fazendária), percebi que existem diferentes formas do cidadão brasileiro participar e fiscalizar o uso adequado das verbas públicas. No ambiente do curso temos acesso a Cartilha: Programa Olho Vivo no Dinheiro Público. A seguir transcrevo trechos deste documento: “O controle social é entendido como a participação do cidadão na gestão pública, na fiscalização, no monitoramento e no controle das ações da Administração Pública. Trata-se de importante mecanismo de prevenção da corrupção e de fortalecimento da cidadania. No Brasil, a preocupação em se estabelecer um controle social forte e atuante torna-se ainda maior, em razão da extensão territorial do país e da descentralização geográfica dos órgãos públicos integrantes dos três níveis federativos – União, Estados e Municípios. O controle social é um complemento indispensável ao controle institucional realizado pelos órgãos que fiscalizam os recursos públicos. Essa participação é importante porque contribui para a boa e correta aplicação dos recursos públicos, fazendo com que as necessidades da sociedade sejam atendidas de forma eficiente. No entanto, para que os cidadãos possam desempenhar de maneira eficaz o controle social, é necessário que sejam mobilizados e recebam orientações sobre como podem ser fiscais dos gastos públicos. Formadores de consciências têm papel importante no incentivo ao controle social”.
Para que estes mecanismos de controle social funcionem é essencial à mobilização da sociedade e sua participação na gestão governamental. Somente com a conscientização da sociedade do seu papel ativo neste processo, não adianta só reclamar dos nossos governantes, pois afinal nós os elegemos. Nós como educadores temos uma importante participação no controle social, podemos participar como colaboradores diretos dos conselhos existentes, como: CAE - Conselho de Alimentação Escolar, Conselho de Acompanhamento do Fundeb, Conselho do Programa Bolsa Família, Unidades Executoras do Programa de Dinheiro Direto na Escola - PDDE, fornecendo informações e percepções com relação à realidade das escolas onde lecionamos e/ ou como colaboradores indiretos, divulgando entre seus colegas, alunos e comunidade em geral informações sobre a existência e as finalidades dos conselhos. Através da transparência das ações governamentais com a disponibilidade de informações em sites como o Portal da Transparência, que apresenta inúmeras informações sobre o uso do dinheiro público federal em estados e municípios, podemos acessar dados da aplicação das verbas, prazos, responsável pela aplicação dos recursos e o valor total enviado ao nosso município.

Sunday, November 09, 2008

Projetos de Aprendizagem

Durante este semestre aprendemos a trabalhar em torno dos PAs (Projetos de Aprendizagem), através desta atividade foi possível estabelecer “determinadas relações entre aprendizes e professores e aprendizes e aprendizes que podem ser passíveis da emergência de um emocionar que considere a aceitação do outro, possibilitando interações de cooperação (que se produzem em um domínio recursivo de ações de cooperação)” (REAL). Foram momentos de intensa troca entre todos os componentes do grupo, que implica um exercício de cooperação entre os envolvidos. E principalmente uma “aceitação de diversidades de pensamentos nos modos de ser e de viver; realização e aceitação da crítica como um processo construtivo; respeito entre os envolvidos, tanto nas relações interpessoais como na relação com o conhecimento informal trazido pelo grupo; consideração em relação aos conhecimentos construídos na comunidade (...)” (REAL).
Conforme o texto da Professora Luciane, para Maturana: “o conhecimento está na própria ação/vivência do ser humano”. Nosso PA foi construído a partir da questão: “Que implicações nas áreas cognitiva, social, afetiva e comportamental envolvem os alunos que ingressam na 5ª série?" Esta idéia surgiu a partir da constatação de que na 5ª série os alunos passam por uma fase de transição que afeta seu comportamento, suas atitudes e seu desempenho escolar. Para o grupo estas mudanças estão diretamente ligadas ao fato de que nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental (1ª a 4ª séries) os alunos terem somente uma professora (unidocente) e na 5ª série, início das Séries Finais passarem a ter vários professores diferentes. Na minha escola, por exemplo, temos nove professores em cada 5ª série, nas disciplinas de História, Geografia, Artes, Ensino Religioso, Matemática, Gestão ambiental, Português, Educação Física, Língua Inglesa e Ciências. Deste grupo, é possível observar que aqueles que utilizam diferentes recursos pedagógicos em suas aulas conseguem melhores resultados. Além disso, alguns professores têm dificuldade em manter a organização da sala e a concentração dos alunos/alunas. Estes problemas aliados a um conteúdo distante da realidade dos alunos provocam um total desinteresse. A maior dificuldade segundo estes colegas é o “tempo” reservado ao planejamento, ou seja, a maioria dos colegas possui 40 ou 60 horas em todas as turmas da escola, inclusive o Ensino Médio. Então como preparar uma aula que envolva estas crianças e jovens com o conteúdo? É importante salientar que nossa metodologia é extremamente tradicional e reflete o descaso com que a educação é tratada em nosso país (políticas educacionais). Nosso PA foi construído coletivamente, bem como a escrita do hipertexto, que está alicerçado em nossas leituras, dados empíricos e as dúvidas e certezas que nortearam nossa pesquisa. Para Morin (2000, p. 59 e 53): "(...) quando conservamos e descobrimos novos arquipélagos de certezas, devemos saber que navegamos em um oceano de incertezas (...) a aprendizagem da compreensão e da lucidez, além de nunca ser concluída, deve ser continuamente recomeçada (regenerada)". A escrita coletiva do PA proporciona um interagir e um aprender a conviver com o outro que precisam ser valorizados no ambiente escolar.

Referências

REAL, Luciane M. Corte. APRENDER COM OS OUTROS INTERAGINDO NOS PROJETOS DE APRENDIZAGEM
REAL, Luciane M. Corte. TRANSFORMAÇÕES NA CONVIVÊNCIA SEGUNDO MATURANA

Sunday, November 02, 2008

Pensamento Crítico através da Arte na Escola Pública

No dia 31 de outubro, os alunos e alunas, professores e professoras, da E.E.E.M. Dr. Genésio Pires, participaram da criação de tapetes de materiais diversos (areia, carvão, erva de chimarrão usada, serragem...). Através deste projeto: “Pensamento Crítico através da Arte na Escola Pública”, os estudantes manifestam sua opinião sobre problemas de relevância social, econômica e ambiental, elaborados e pesquisados a partir do Projeto MULTIFEIRA. A comunidade pode assistir a construção de cada painel na calçada da Praça da Igreja Nossa Senhora dos Navegantes, na Vila de Itapuã. Os professores e professoras desenvolvem os projetos de pesquisa durante o primeiro semestre, que após serem apresentados na MULTIFEIRA, são adaptados para que através da arte, se transformem em imagens que representem o pensamento do grupo e os objetivos da pesquisa. Esta produção coletiva de alunos/as e professores/as demonstra a importância do entrosamento dos diferentes segmentos da comunidade escolar : "A partir do Regimento Escolar, compreendido como caminho que rege o ato de aprender, os professores podem organizar suas tarefas em processo coletivo ou individual. Sobretudo, este instrumento deve ser norteador de um trabalho-diálogo, pois em escola, a produção deve ser resultado de esforços solidários e coletivos de pensar e de agir na e para a educação”
(BAIRROS; GOMES, 2006-2009, p.7).

Saturday, October 25, 2008

Patrimônio Imaterial



Passei no BLOG do Paulo (Pólo de Gravataí) e ao ler suas postagens fiquei encantada! Principalmente onde ele relata suas percepções com relação ao lançamento da "Campanha Toda Escola Tem Uma História Para Contar" é fantástico! Realmente os maiores patrimônios de uma escola se constituem através de nossas vivências. Os sujeitos que dela fazem parte e suas trajetórias de VIDA se integram e provocam uma memória coletiva que merece ser documentada e relatada. Durante todo ano (2008) participei do curso PROGESTÃO, oferecido pela 28ª CRE, nele estudamos vários módulos e nesta quarta-feira (22/10) fizemos o encerramento em Cachoeirinha. Os módulos apresentados como destaques foram: Parcerias na Escola Pública (como captar recursos) e o módulo do Patrimônio “Imaterial”! A escola que apresentou sobre o patrimônio imaterial era de Glorinha, foi emocionante, a diretora fez a apresentação com um ex-aluno cantando um hino da escola escrito por ela, que conta a trajetória e memórias de sua comunidade, ao mesmo tempo era apresentado no power point fotos das mais diversas atividades ao longo do “tempo”. Estou muito feliz neste semestre em poder participar ativamente das atividades e contribuir com minha experiência de treze anos em gestão escolar. As atividades que estão sendo propostas nas disciplinas Organização e Gestão da Educação e Organização do Ensino Fundamental têm proporcionado intensa troca entre a experiência (prática) e os conhecimentos teóricos que colaboram para compreendermos a situação atual da educação em nosso país. Em conversas com a professora Maria Beatriz, sobre minhas angústias, percebi que a gestão para estar legitimada precisa contar com a participação de sua comunidade. E para atingir estes objetivos precisamos conhecer a Lei da Gestão Democrática e utilizá-la ao longo do nosso planejamento. Os Fóruns sobre PPP / Regimento Escolar e Temas para um Projeto Político Pedagógico permitem uma troca constante de angústias, percepções e ações de diferentes contextos. Através dos depoimentos dos colegas percebo o quanto algumas direções de escolas estão distanciadas do grupo de professores e talvez de toda a sua comunidade. Temos um longo caminho a percorrer...
“Mas quem está na chuva é para se molhar”!
Até a próxima!

Wednesday, October 22, 2008


Acredito ser importante compartilhar com os colegas educadores um pouco dos assuntos discutidos durante o “Seminário Regional de Gestão Pública Moderna”, promovido pela Escola de Governo – FDRH (Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos do Estado) em parceria com os demais órgãos estaduais da Região. Para este evento, realizado no dia 21 de outubro, foram convocados os diretores e mais dois representantes das escolas pertencentes a 28ª CRE (Coordenadoria de Educação) de Gravataí. Participaram representantes da educação e segurança pública.
Modernização da Gestão Pública
Sônia Santos (Cientista política e Assessora especial da Secretaria de Justiça e Desenvolvimento Social).
Esta palestrante faz uma rápida retrospectiva histórica na qual enfatiza alguns acontecimentos importantes do cenário nacional, dentre eles a Constituição de 1988.A estrutura estatal grande e arcaica até 1990, pois segundo (SANTOS) enquanto o mundo se flexibilizava, aqui no Brasil, nós fizemos o contrário. A estrutura macro do Estado (tentacular) tentava suprir todas as necessidades. A partir do governo FHC começa a ocorrer uma mudança. Em 2008 foi aprovada a Lei 12901 marco legal das OSCIPs. A lei permite a Contratualização da gestão com organizações da sociedade civil, através da assinatura de termos de parceria nas áreas de prestação de serviços não exclusivos de Estado;
A aprovação da Lei induz a uma reavaliação da chamada administração indireta do Estado;
A avaliação de entidades como OS/OSCIP tem objetivo de permitir e incentivar a publicização, ou seja, a gestão não lucrativa pela sociedade de instituições públicas prestadoras de serviços não-esxclusivos do Estado;
A publicização permite transferir a sociedade a gestão de um equipamento ou serviço público não-exclusivo de Estado, mediante a assinatura de um termo de parceria que estabelece metas e obrigações a serem observadas.

Gestão por Competências
Patrícia Fagundes (Psicóloga e Dra. Gestão por Competências).
Esta palestra foi interessante principalmente por seu arcabouço teórico. A palestrante apresentou as características da contemporaneidade:
Paradigma sistêmico-complexo – o mundo cada vez mais complexo e sistêmico;
Complexidades, imprevisibilidade e incertezas(MORIN, 1996;2006);
Visão sistêmica do mundo (CAPRA, 1996);
Diversidade e interdependência das relações (LIPMAN- BLUMEN, 1999);
Transformações nas relações de trabalho: Migram de um modelo mecanicista de produção, para a inovação e, consequentemente, a enfase no potencial humano do trabalhador.
A Gestão por competências não pode estar desvinculada dos princípios, valores, missão e visão da organização e deve valorizar a lógica da capacidade de adaptar e/ou regenerar situações.
“Os trabalhadores do conhecimento precisarão gerenciar a si mesmos” (DRUKER, 1999).
Perguntar:
Quem sou?
Quais são as minhas forças?
Como trabalho?
A que lugar pertenço?
Qual é o meu diferencial e a minha contribuição?
Assumir responsabilidade pela construção de relacionamento;
Planejar-se para a segunda metade das suas vidas.


Gestão por Resultados
Irma Macalmes (Psicopedagoga, Técnica em Planejamento da SEPLAG).

Finanças Públicas
Liderau Marques (Economista, Dr. Economia e Assessor do Gabinete da Governadora).
Uma ampla explicação sobre as Finanças Públicas e o ajuste fiscal do RS.

Gestão de Pessoas
Denise Russo (Diretora Executiva da Secretaria de Justiça e Desenvolvimento Social – Mestre em Gestão Empresarial).
A Gestão de Pessoas é a área que “cuida” das pessoas. A ênfase é na pessoa:
A imagem publicada faz parte desta palestra.

Sunday, October 19, 2008

CAE - Viamão


Nesta semana realizei uma atividade interessante e gratificante na DISCIPLINA ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO, quanto ao uso dos recursos financeiros locais e a forma como os mesmos são controlados pela sociedade. Algumas questões foram esclarecidas através da entrevista com o presidente do CAE Viamão e as leituras sugeridas, porém outras questões surgiram no decorrer desta pesquisa. É importante registrar que o presidente do CAE de Viamão (durante nossa conversa) demonstrou ser um cidadão comprometido e consciente de suas responsabilidades e da importância de sua colaboração na fiscalização da qualidade da merenda escolar e da aplicação adequada dos recursos do Programa Nacional de alimentação escolar. Cabe ressaltar que no mesmo município, no caso Viamão, há duas formas diferentes de acompanhar e fiscalizar o uso dos recursos financeiros locais pela sociedade. De um lado, as escolas municipais que recebem o apoio e a fiscalização do CAE. E de outro, as escolas estaduais, que não possuem qualquer tipo de fiscalização, ou esta não é realizada da forma com que a Lei estabelece. Conforme o site do FNDE: “Os recursos financeiros provêm do Tesouro Nacional e estão assegurados no Orçamento da União. O FNDE transfere a verba às entidades executoras (estados, Distrito Federal e municípios) em contas correntes específicas abertas pelo próprio FNDE, sem necessidade de celebração de convênio, ajuste, acordo, contrato ou qualquer outro instrumento. As entidades executoras (EE) têm autonomia para administrar o dinheiro e compete a elas a complementação financeira para a melhoria do cardápio escolar, conforme estabelece a Constituição Federal. A transferência é feita em dez parcelas mensais, a partir do mês de fevereiro, para a cobertura de 200 dias letivos. Cada parcela corresponde a vinte dias de aula. Do total, 70% dos recursos são destinados à compra de produtos alimentícios básicos, ou seja, semi-elaborados e in natura”. Analisando nossa realizada percebo o quanto é frágil à fiscalização e controle do estado sobre as entidades sob sua responsabilidade, pois nas escolas estaduais cabe ao Conselho Escolar fazer esta fiscalização, sendo que este colegiado muitas vezes funciona de forma precária por desconhecimento da comunidade em relação a sua importância. É preocupante perceber a fragilidade deste sistema e a falta de informação da sociedade civil sobre seus direitos e formas de participação no controle dos gastos públicos. Apesar de ser atualmente diretora de uma escola estadual do mesmo município (Viamão), fiquei surpresa com a atuação do CAE e por alguns depoimentos de colegas de escolas municipais vizinhas, que comentaram da rigorosidade e seriedade do trabalho deste conselho no município. Ao mesmo tempo é triste perceber que o estado nada faz para o controle desta verba nas escolas estaduais. Nunca recebemos nenhuma visita e quando solicitamos formação e orientação para nossas funcionárias na CRE (Coordenadoria de Educação) recebemos como resposta um “não adianta...” As direções realizam uma prestação de contas semestral e podem adquirir inúmeros produtos para merenda, sendo que a CRE envia uma listagem com algumas sugestões de cardápios , não ocorrem reuniões e quem assina a prestação de contas é a diretora e o presidente do Conselho Escolar, sem necessidade de reunião deste conselho. É um absurdo que isto ainda ocorra, pois temos conhecimento de casos de aplicação indevida desta verba. Após a aprovação deste processo pela CRE ele retorna para arquivamento na escola. Nunca ocorreu nenhuma visita ou qualquer tipo de fiscalização. E a falta de merendeiras na rede estadual agrava a situação, pois acabam as serventes fazendo a merenda.

Referências


Entrevista com o Presidente do CAE Viamão - Sr. Carlos Fernando Oliveira da Silva - e-mail:
cae.viamaol@hotmail.com

FARENZENA, Nalú. Fontes e usos dos recursos. Prioridades e(Re)distribuição de recursos. Leitura opcional da Temática:
“Financiamento da Educação Pública Brasileira”. Disponível em: http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo5/organizacao_gestao/modulo4/financiamento_%202008.ppt

PINTO, José Marcelino de Rezende; ADRIÃO, Thereza. Noções Gerais sobre o Financiamento da Educação no Brasil. Disponível em:
http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo5/organizacao_gestao/modulo4/texto_financiamento_marcelino_e_thereza.pdf

Site do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação:
http://www.fnde.gov.br/home/index.jsp?arquivo=alimentacao_escolar.html#conselho

Tuesday, October 14, 2008

Homenagem ao nosso dia

Mensagem de Rubem Alves aos educadores...


Queridas professoras e queridos professores:
Faz muitos anos escrevi isso:
“Ensinar é um exercício de imortalidade.
De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra.
O professor, assim, não morre jamais...”
Agora, que já estou velho, 75 anos, para mim já é crepúsculo, fico feliz pensando em vocês. De alguma forma estivemos juntos pela mediação dos livros e penso que dei um pouco de mim mesmo para vocês. Assim eu me alegro sabendo que mesmo depois de “encantado” continuarei a conversar com professores e a brincar com as crianças.
Porque, para as crianças, o aprender deve ser um jeito de brincar...
Dou para vocês uma coisa antiga, fora de moda: a minha benção. “Benção” vem de “bendição”, que vem de “bem dizer”. Eu bem-digo vocês, professores e professoras, meus amigos.
É muito bom que vocês existem.
Abraço afetuoso do Rubem Alves.

Wednesday, October 08, 2008

GESTÃO EM REDE

Recebemos nesta semana três revistas GESTÃO EM REDE dos meses de junho – nº. 86 (Liderança em Gestão: O que faz uma escola funcionar bem?), agosto- nº. 87 (Fala, Gestor! Gestão Participativa no âmbito escolar) e setembro nº. 88 (Texto atual: O papel do Projeto Político-Pedagógico na gestão democrática da escola). Este material foi produzido pelo Consed - Conselho Nacional de Secretários de Educação como veículo de comunicação do Projeto Renageste (Rede Nacional de Referência em Gestão Educacional do Consed). As reportagens trazem a tona os assuntos que estão sendo discutidos na disciplina de Organização do Ensino Fundamental, com ênfase na participação da comunidade na escola, planejamento e Gestão Democrática. O texto: O papel do Projeto Político-Pedagógico (PPP) na Gestão democrática da Escola, de Simone Magalhães Wolff Zanini, editado a partir de sua monografia, realizada na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Santa Maria) como requisito ao título de Especialista em Gestão Educacional, proporciona uma análise das políticas educacionais instituídas no Brasil pela atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). O estudo se fundamenta na compreensão política e prática do PPP, como um dos fatores de democratização da gestão escolar. Nele a autora explica que: “A forma como o PPP é formulado ou utilizado pelas escolas, nem sempre contribui para a efetivação do processo de democratização da gestão escolar, limitando sua existência a um mero documento legal e obrigatório, apenas existente no campo burocrático” (ZANINI, 2008, p. 13). As idéias deste texto colaboram com as discussões realizadas nos Fóruns: “PPP e Regimento” e “Temas para um PPP”!

Saturday, October 04, 2008

Participação???

Na disciplina Organização do Ensino Fundamental estamos discutindo sobre a participação dos diferentes segmentos da comunidade atualmente nas escolas, que em minha opinião ainda é uma UTOPIA. Os pais podem "participar" de alguns momentos do processo, nas reuniões de pais, conselhos de classe participativos, festas, entrega de boletins... Mas dificilmente defendem suas idéias... Eu participo de equipes diretivas desde 1995, na época do governo Britto, com a Lei da Gestão Democrática nº. 10576/95, e desde então tento articular a comunidade para participarem do processo de educação dos filhos, porém os avanços são mínimos... As equipes precisam mobilizar e encorajar, mas o movimento, o ritmo do trabalho quem impõe é a comunidade. Assim acredito que estar inserida na proposta da escola é conhecer sua realidade e participar de ações em prol da sua comunidade. Não compreendo como alguns colegas conseguem chegar à escola, passar nela grande parte de seu dia e não tomar conhecimento dos acontecimentos ao seu redor. Aqui na escola temos profissionais engajados e preocupados com o futuro da educação. Mas como toda regra há exceções... Precisamos de comprometimento, vontade e capacidade para enfrentarmos nosso desafio educacional. Assim, conhecer a nossa realidade é fundamental. Para Lemes (texto Módulo 2, 2008): “Essa proposta contempla uma necessidade intrínseca do trabalho conjunto e participativo dos envolvidos no processo: alunos, professores, diretores, coordenadores pedagógicos etc. (...) a adequação, participação e flexibilização curricular se mostram como essenciais para o currículo na escola democratizada. Adequação tanto à sua realidade local/regional quanto na forma de aplicação de suas ações pedagógicas. É desejável, no entanto, que a origem desse procedimento seja um projeto pedagógico e educativo que atenda às necessidades e demandas dessa realidade apresentadas à escola. A partir de então resta a busca de uma forma adequada de utilização do tempo e dos procedimentos do fazer pedagógico”.
O autor continua: “Frente ao exposto podemos considerar que a complexidade do processo de escolarização, no momento que se pretende compreendê-lo, de fato, verifica-se que é significativamente maior e mais complexo que se pensa. Os recortes e reducionismos provocados pela mentalidade instalada, a partir do pensamento tradicional de ensino e de escolarização, impõem tais concepções e, com isso, impede, durante grande parte de sua história, que se conheça, criticamente, toda sua amplitude e profundidade buscando, enfim, sua essência educativa, política e social, Assim, longe de se estar propondo a solução para tais questões, mas considerando a legitimidade do princípio e, talvez, mais um passo nesse sentido, este é hoje o nosso maior desafio”.

Referências

Texto da disciplina Organização do Ensino Fundamental: ”A organização do currículo e a escola democratizada: pistas históricas e perspectivas necessárias”. Prof. Dr. Sebastião de Souza Lemes (Módulo II, 2008).

Wednesday, October 01, 2008

PROGESTÃO





Ontem, dia 30 de setembro, concluímos o Curso PROGESTÃO realizado pela 28ª Coordenadoria de Educação com diretores das Escolas Estaduais de Viamão. Estava um dia maravilhoso e aproveitamos a oportunidade para compartilhar com os colegas diretores das belezas e ambientes de Itapuã. Sou apaixonada pela minha escola E.E.E. M. Dr. Genésio Pires e por este ambiente privilegiado de praias e matas preservadas. Iniciamos nossa visita pela Escola Municipal de Ensino Fundamental Frei Pacífico foto) que incorpora diversas tecnologias e utiliza materiais de baixo impacto ambiental na sua construção. É a primeira escola do estado construída a partir dos conceitos da sustentabilidade.
Um projeto desenvolvido pelo Núcleo Orientado para Inovação Tecnológica da Edificação da UFRGS, seguindo princípios da sustentabilidade, tendo sido inaugurada no dia 10 de novembro de 2007. O projeto faz referência à cultura indígena e aproveita os elementos existentes na região. Além disso, foram utilizados recursos bioclimáticos, como orientação solar e ventilação natural. A arquiteta estava presente e explicou como foi realizada a pesquisa para elaboração do projeto. A seguir, fomos para o Parque Estadual de Itapuã, na Praia da Pedreira, de onde iniciamos o passeio de barco até o Farol de Itapuã e a seguir até a Praia da Vila, onde está localizada nossa escola. À tarde iniciamos com a apresentação da banda da Escola Genésio Pires e uma apresentação da aluna Daiane da turma 302 sobre a Revolução Farroupilha. Concluímos o módulo IX sobre Avaliação na GESTÃO. O grupo pretende continuar os encontros, mesmo que informalmente, pois no contexto em que estamos inseridos, são fundamentais para socializarmos experiências e projetos. Assim podemos aprender com os colegas e sentir que fazemos parte de um grupo.

Saturday, September 27, 2008

Curso de Extensão Planejamento Pedagógico Hipermididático a Distância

Ontem foi o primeiro encontro presencial do Curso de Extensão: Planejamento Pedagógico Hipermididático à distância, um projeto de pesquisa que vem sendo desenvolvido na UFRGS desde 2005, que pretende proporcionar a usabilidade de um sistema virtualização dos Diários de aula e para acompanhamento de estágios docentes em licenciatura. O curso é coordenado pela Professora Cíntia Inês Boll (coordenadora e professora no Curso de Pedagogia a Distância PEAD - Pólo de São Leopoldo). A proposta deste curso é interessante porque permite a criação de uma rede de conhecimento entre os participantes do curso através de um ambiente onde nosso planejamento será compartilhado com professores, tutores e colegas. Além disso, após a conclusão deste curso será possível continuar participando deste ambiente podendo utilizá-lo em nossas escolas. O encontro foi realizado no auditório do prédio de Arquitetura da UFRGS. Encontrei a Professora Íris, Beatriz, Rosane, o tutor Alexandre e a colega Selva, que também está participando, já aproveitamos para falar sobre os P.A (Projetos de Aprendizagem) que estão monopolizando as atenções neste semestre. Estou otimista com relação as aprendizagens que estão sendo disponibilizadas neste semestre, através da interação e cooperação entre os grupos.

Friday, September 19, 2008

Projetos de Aprendizagem

Visitando a página do WIKI referente aos Projetos de Aprendizagem (PA) conforme sugerido, achei interessante o tema do PA: Psicotrópicos e Dependência, realizado pelas professoras Suênia Izabel Lino Molin e Marlete Daura de Souza (que participou de uma etapa do projeto). Além da organização da página chamou minha atenção os relatos da página “Aprendizagem da Suênia”, onde a autora relata a leitura do texto das professoras Costa e Magdalena, “Por que avaliar? Alguns “comos” para se chegar aos porquês”. Após a leitura de sua avaliação senti vontade de ler o texto que nos propõe uma reflexão sobre a avaliação realizada na escola tradicional e a avaliação que pode ser feita através dos Projetos de Aprendizagem. É claro que para nossa realidade atual precisamos ainda discutir muito sobre o assunto até implantá-lo em nossas escolas. Os Projetos de Aprendizagem necessitam de “tempo” para sua elaboração, “espaço” e orientação. Para as autoras: “Este tipo de realidade está cada vez mais presente nas salas de aula, cujos professores buscam a superação do modelo tradicional aliando o trabalho com projetos de aprendizagem aos ambientes telemáticos. Hoje, já é bastante freqüente a postura teórica contrária a avaliação quantitativa e de resultados. No entanto, a superação deste modelo ainda traz inquietações e ainda aparece mais no discurso do que em ações criativas e concretas de avaliação qualitativa de processos”(COSTA; MAGDALENA). Um exemplo deste discurso é o PPP (Projeto Político Pedagógico) da nossa escola, que analisei para disciplina de Organização da Escola de Ensino Fundamental, e que no item Metodologia de Ensino consta que nossa escola trabalha com a implantação de projetos desde 2004, mas na prática isto não ocorre, pois nossa metodologia continua tradicional.
As autoras enfatizam ainda que: “Em ambientes informatizados, o desenvolvimento de projetos se enriquece pelas possibilidades do uso de diferentes ferramentas interativas que aumentam e aprofundam as trocas cognitivas entre os grupos”. Nosso grupo do PA está trabalhando com o “comportamento infantil”, acredito que estamos no caminho certo. Iniciamos a elaboração do nosso projeto através das descrições de nossas certezas e dúvidas, depois definimos a questão central do projeto: “Que implicações nas áreas cognitiva, social, afetiva e comportamental envolvem os alunos que ingressam na 5ª série?” A partir daí relatamos nossas experiências e lapidamos nossa questão central, estamos na fase da pesquisa e coleta de informações. A aprendizagem ocorre à medida que interagimos com o outro com colaboração e cooperação. Segundo as autoras: “Dessa seleção resulta um material composto por elementos cotidianos e imprescindíveis, como por exemplo, as trocas presenciais ou virtuais acerca de determinado assunto em estudo; os textos recolhidos e lidos tanto na internet quando em material impresso; as sínteses a que chegaram e apresentaram em páginas ou hipertextos; as hipóteses que levantaram e as confirmações ou refutações obtidas; os experimentos realizados capazes de fortalecer a compreensão de suas questões; os raciocínios desenvolvidos” (COSTA; MAGDALENA).

Referências
COSTA, Íris Elisabeth Tempel; MAGDALENA, Beatriz Corso. Por que avaliar? Alguns “comos” para se chegar aos porquês

Thursday, September 11, 2008

AÇÃO E INTERAÇÃO!!!

Estimulada pelo assunto do texto: “Transformações na convivência segundo Maturana”, da professora Luciane M. Corte Real, reinicio minhas postagens... Através da leitura deste texto a professora Luciane propõe um exercício de análise com relação ao quadro que cada aluno(a) elaborou na atividade da aula 2. Neste quadro, relatamos alguns dos comportamentos que identificamos em nós e na família com relação às fases do desenvolvimento conforme a teoria de Erikson. Esta atividade e o Fórum em andamento estão possibilitando uma atenta observação de nossas experiências de vida e da forma com que estamos construindo o mundo. Este exercício de autoconhecimento provoca inúmeras emoções, pois conforme podemos perceber nos 5 fóruns da Interdisciplina, o foco da discussão oscila conforme as experiências de vida de cada grupo, entre suas relações interpessoais no trabalho e na família. “Construímos o mundo em que vivemos ao longo de nossas vidas” (REAL, 2008). Esta frase provoca uma reflexão sobre a importância da nossa AÇÃO sobre o mundo e as relações que estabelecemos nos diferentes ambientes onde vivemos. Somos “seres ativos em nosso universo de convivência” (REAL, 2008). Portanto, somos responsáveis pela nossa qualidade de vida. “Maturana e Varela mostram que o mundo não é pré-dado, e que o construímos ao longo de nossa interação” (REAL, 2008). Nesta perspectiva, o texto nos mostra como é importante nossa atitude diária, principalmente pela responsabilidade que temos na construção deste mundo que nos cerca. Acredito que nossa responsabilidade como educadores seja ainda maior por que contribuímos na formação de outros seres, que dependendo de sua história de vida, tem como referência apenas a escola. As emoções ocupam lugar de destaque no “cotidiano das relações entre educadores e educados”, pois as emoções podem facilitar ou dificultar o processo de aprendizagem. E neste caso, a afetividade aparece como um dos fatores decisivos na aprendizagem. Será que gostar ou não do seu professor pode facilitar ou dificultar a aprendizagem desta criança ou jovem na escola?

Tuesday, August 26, 2008

Prêmio Educador Nota 10




No jornal correio do povo de domingo, dia 24 de agosto, achei interessante a reportagem sobre o Prêmio Educador Nota 10, no qual uma gaúcha foi uma das 10 educadoras destacadas. O projeto escolhido foi o da professora Débora Lisiane Carneiro Tura, de Língua Inglesa, autora do Projeto “Blog: Aprendendo Inglês na Internet”, que relata sua caminhada junto com seus alunos. Este projeto foi realizado em três etapas, sendo que a primeira foi à construção do Blog coletivo para que o grupo conhecesse o ambiente, com trabalhos em sala de aula, textos, conversação e troca de mensagens, depois foram criados os blogs individuais, com enfoque na questão da linguagem e a última fase envolveu pesquisa e levantamento de dados na cidade. O mais interessante é que nós professores sempre estamos envolvidos em projetos, algumas colegas do PEAD já construíram BLOG para suas escolas, são iniciativas como esta que demonstram que é possível implementar estes projetos e divulgá-los para outras comunidades. Acredito que em alguns momentos falta um pouco de disciplina da nossa parte em colocar nossas idéias no papel. Esta professora dedicou seu “tempo” para registrar a implementação do seu projeto e valeu à pena, não só pelo prêmio, mas pela motivação que certamente esta reportagem irá provocar em muitos professores.