Showing posts with label ORGEGESTAOEDUCA. Show all posts
Showing posts with label ORGEGESTAOEDUCA. Show all posts

Sunday, November 16, 2008

Controle Social e Cidadania


Através do curso Controle Social e Cidadania que estou participando na modalidade à distância, da ESAF (Escola de Administração Fazendária), percebi que existem diferentes formas do cidadão brasileiro participar e fiscalizar o uso adequado das verbas públicas. No ambiente do curso temos acesso a Cartilha: Programa Olho Vivo no Dinheiro Público. A seguir transcrevo trechos deste documento: “O controle social é entendido como a participação do cidadão na gestão pública, na fiscalização, no monitoramento e no controle das ações da Administração Pública. Trata-se de importante mecanismo de prevenção da corrupção e de fortalecimento da cidadania. No Brasil, a preocupação em se estabelecer um controle social forte e atuante torna-se ainda maior, em razão da extensão territorial do país e da descentralização geográfica dos órgãos públicos integrantes dos três níveis federativos – União, Estados e Municípios. O controle social é um complemento indispensável ao controle institucional realizado pelos órgãos que fiscalizam os recursos públicos. Essa participação é importante porque contribui para a boa e correta aplicação dos recursos públicos, fazendo com que as necessidades da sociedade sejam atendidas de forma eficiente. No entanto, para que os cidadãos possam desempenhar de maneira eficaz o controle social, é necessário que sejam mobilizados e recebam orientações sobre como podem ser fiscais dos gastos públicos. Formadores de consciências têm papel importante no incentivo ao controle social”.
Para que estes mecanismos de controle social funcionem é essencial à mobilização da sociedade e sua participação na gestão governamental. Somente com a conscientização da sociedade do seu papel ativo neste processo, não adianta só reclamar dos nossos governantes, pois afinal nós os elegemos. Nós como educadores temos uma importante participação no controle social, podemos participar como colaboradores diretos dos conselhos existentes, como: CAE - Conselho de Alimentação Escolar, Conselho de Acompanhamento do Fundeb, Conselho do Programa Bolsa Família, Unidades Executoras do Programa de Dinheiro Direto na Escola - PDDE, fornecendo informações e percepções com relação à realidade das escolas onde lecionamos e/ ou como colaboradores indiretos, divulgando entre seus colegas, alunos e comunidade em geral informações sobre a existência e as finalidades dos conselhos. Através da transparência das ações governamentais com a disponibilidade de informações em sites como o Portal da Transparência, que apresenta inúmeras informações sobre o uso do dinheiro público federal em estados e municípios, podemos acessar dados da aplicação das verbas, prazos, responsável pela aplicação dos recursos e o valor total enviado ao nosso município.

Sunday, November 02, 2008

Pensamento Crítico através da Arte na Escola Pública

No dia 31 de outubro, os alunos e alunas, professores e professoras, da E.E.E.M. Dr. Genésio Pires, participaram da criação de tapetes de materiais diversos (areia, carvão, erva de chimarrão usada, serragem...). Através deste projeto: “Pensamento Crítico através da Arte na Escola Pública”, os estudantes manifestam sua opinião sobre problemas de relevância social, econômica e ambiental, elaborados e pesquisados a partir do Projeto MULTIFEIRA. A comunidade pode assistir a construção de cada painel na calçada da Praça da Igreja Nossa Senhora dos Navegantes, na Vila de Itapuã. Os professores e professoras desenvolvem os projetos de pesquisa durante o primeiro semestre, que após serem apresentados na MULTIFEIRA, são adaptados para que através da arte, se transformem em imagens que representem o pensamento do grupo e os objetivos da pesquisa. Esta produção coletiva de alunos/as e professores/as demonstra a importância do entrosamento dos diferentes segmentos da comunidade escolar : "A partir do Regimento Escolar, compreendido como caminho que rege o ato de aprender, os professores podem organizar suas tarefas em processo coletivo ou individual. Sobretudo, este instrumento deve ser norteador de um trabalho-diálogo, pois em escola, a produção deve ser resultado de esforços solidários e coletivos de pensar e de agir na e para a educação”
(BAIRROS; GOMES, 2006-2009, p.7).

Saturday, October 25, 2008

Patrimônio Imaterial



Passei no BLOG do Paulo (Pólo de Gravataí) e ao ler suas postagens fiquei encantada! Principalmente onde ele relata suas percepções com relação ao lançamento da "Campanha Toda Escola Tem Uma História Para Contar" é fantástico! Realmente os maiores patrimônios de uma escola se constituem através de nossas vivências. Os sujeitos que dela fazem parte e suas trajetórias de VIDA se integram e provocam uma memória coletiva que merece ser documentada e relatada. Durante todo ano (2008) participei do curso PROGESTÃO, oferecido pela 28ª CRE, nele estudamos vários módulos e nesta quarta-feira (22/10) fizemos o encerramento em Cachoeirinha. Os módulos apresentados como destaques foram: Parcerias na Escola Pública (como captar recursos) e o módulo do Patrimônio “Imaterial”! A escola que apresentou sobre o patrimônio imaterial era de Glorinha, foi emocionante, a diretora fez a apresentação com um ex-aluno cantando um hino da escola escrito por ela, que conta a trajetória e memórias de sua comunidade, ao mesmo tempo era apresentado no power point fotos das mais diversas atividades ao longo do “tempo”. Estou muito feliz neste semestre em poder participar ativamente das atividades e contribuir com minha experiência de treze anos em gestão escolar. As atividades que estão sendo propostas nas disciplinas Organização e Gestão da Educação e Organização do Ensino Fundamental têm proporcionado intensa troca entre a experiência (prática) e os conhecimentos teóricos que colaboram para compreendermos a situação atual da educação em nosso país. Em conversas com a professora Maria Beatriz, sobre minhas angústias, percebi que a gestão para estar legitimada precisa contar com a participação de sua comunidade. E para atingir estes objetivos precisamos conhecer a Lei da Gestão Democrática e utilizá-la ao longo do nosso planejamento. Os Fóruns sobre PPP / Regimento Escolar e Temas para um Projeto Político Pedagógico permitem uma troca constante de angústias, percepções e ações de diferentes contextos. Através dos depoimentos dos colegas percebo o quanto algumas direções de escolas estão distanciadas do grupo de professores e talvez de toda a sua comunidade. Temos um longo caminho a percorrer...
“Mas quem está na chuva é para se molhar”!
Até a próxima!

Wednesday, October 22, 2008


Acredito ser importante compartilhar com os colegas educadores um pouco dos assuntos discutidos durante o “Seminário Regional de Gestão Pública Moderna”, promovido pela Escola de Governo – FDRH (Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos do Estado) em parceria com os demais órgãos estaduais da Região. Para este evento, realizado no dia 21 de outubro, foram convocados os diretores e mais dois representantes das escolas pertencentes a 28ª CRE (Coordenadoria de Educação) de Gravataí. Participaram representantes da educação e segurança pública.
Modernização da Gestão Pública
Sônia Santos (Cientista política e Assessora especial da Secretaria de Justiça e Desenvolvimento Social).
Esta palestrante faz uma rápida retrospectiva histórica na qual enfatiza alguns acontecimentos importantes do cenário nacional, dentre eles a Constituição de 1988.A estrutura estatal grande e arcaica até 1990, pois segundo (SANTOS) enquanto o mundo se flexibilizava, aqui no Brasil, nós fizemos o contrário. A estrutura macro do Estado (tentacular) tentava suprir todas as necessidades. A partir do governo FHC começa a ocorrer uma mudança. Em 2008 foi aprovada a Lei 12901 marco legal das OSCIPs. A lei permite a Contratualização da gestão com organizações da sociedade civil, através da assinatura de termos de parceria nas áreas de prestação de serviços não exclusivos de Estado;
A aprovação da Lei induz a uma reavaliação da chamada administração indireta do Estado;
A avaliação de entidades como OS/OSCIP tem objetivo de permitir e incentivar a publicização, ou seja, a gestão não lucrativa pela sociedade de instituições públicas prestadoras de serviços não-esxclusivos do Estado;
A publicização permite transferir a sociedade a gestão de um equipamento ou serviço público não-exclusivo de Estado, mediante a assinatura de um termo de parceria que estabelece metas e obrigações a serem observadas.

Gestão por Competências
Patrícia Fagundes (Psicóloga e Dra. Gestão por Competências).
Esta palestra foi interessante principalmente por seu arcabouço teórico. A palestrante apresentou as características da contemporaneidade:
Paradigma sistêmico-complexo – o mundo cada vez mais complexo e sistêmico;
Complexidades, imprevisibilidade e incertezas(MORIN, 1996;2006);
Visão sistêmica do mundo (CAPRA, 1996);
Diversidade e interdependência das relações (LIPMAN- BLUMEN, 1999);
Transformações nas relações de trabalho: Migram de um modelo mecanicista de produção, para a inovação e, consequentemente, a enfase no potencial humano do trabalhador.
A Gestão por competências não pode estar desvinculada dos princípios, valores, missão e visão da organização e deve valorizar a lógica da capacidade de adaptar e/ou regenerar situações.
“Os trabalhadores do conhecimento precisarão gerenciar a si mesmos” (DRUKER, 1999).
Perguntar:
Quem sou?
Quais são as minhas forças?
Como trabalho?
A que lugar pertenço?
Qual é o meu diferencial e a minha contribuição?
Assumir responsabilidade pela construção de relacionamento;
Planejar-se para a segunda metade das suas vidas.


Gestão por Resultados
Irma Macalmes (Psicopedagoga, Técnica em Planejamento da SEPLAG).

Finanças Públicas
Liderau Marques (Economista, Dr. Economia e Assessor do Gabinete da Governadora).
Uma ampla explicação sobre as Finanças Públicas e o ajuste fiscal do RS.

Gestão de Pessoas
Denise Russo (Diretora Executiva da Secretaria de Justiça e Desenvolvimento Social – Mestre em Gestão Empresarial).
A Gestão de Pessoas é a área que “cuida” das pessoas. A ênfase é na pessoa:
A imagem publicada faz parte desta palestra.

Sunday, October 19, 2008

CAE - Viamão


Nesta semana realizei uma atividade interessante e gratificante na DISCIPLINA ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO, quanto ao uso dos recursos financeiros locais e a forma como os mesmos são controlados pela sociedade. Algumas questões foram esclarecidas através da entrevista com o presidente do CAE Viamão e as leituras sugeridas, porém outras questões surgiram no decorrer desta pesquisa. É importante registrar que o presidente do CAE de Viamão (durante nossa conversa) demonstrou ser um cidadão comprometido e consciente de suas responsabilidades e da importância de sua colaboração na fiscalização da qualidade da merenda escolar e da aplicação adequada dos recursos do Programa Nacional de alimentação escolar. Cabe ressaltar que no mesmo município, no caso Viamão, há duas formas diferentes de acompanhar e fiscalizar o uso dos recursos financeiros locais pela sociedade. De um lado, as escolas municipais que recebem o apoio e a fiscalização do CAE. E de outro, as escolas estaduais, que não possuem qualquer tipo de fiscalização, ou esta não é realizada da forma com que a Lei estabelece. Conforme o site do FNDE: “Os recursos financeiros provêm do Tesouro Nacional e estão assegurados no Orçamento da União. O FNDE transfere a verba às entidades executoras (estados, Distrito Federal e municípios) em contas correntes específicas abertas pelo próprio FNDE, sem necessidade de celebração de convênio, ajuste, acordo, contrato ou qualquer outro instrumento. As entidades executoras (EE) têm autonomia para administrar o dinheiro e compete a elas a complementação financeira para a melhoria do cardápio escolar, conforme estabelece a Constituição Federal. A transferência é feita em dez parcelas mensais, a partir do mês de fevereiro, para a cobertura de 200 dias letivos. Cada parcela corresponde a vinte dias de aula. Do total, 70% dos recursos são destinados à compra de produtos alimentícios básicos, ou seja, semi-elaborados e in natura”. Analisando nossa realizada percebo o quanto é frágil à fiscalização e controle do estado sobre as entidades sob sua responsabilidade, pois nas escolas estaduais cabe ao Conselho Escolar fazer esta fiscalização, sendo que este colegiado muitas vezes funciona de forma precária por desconhecimento da comunidade em relação a sua importância. É preocupante perceber a fragilidade deste sistema e a falta de informação da sociedade civil sobre seus direitos e formas de participação no controle dos gastos públicos. Apesar de ser atualmente diretora de uma escola estadual do mesmo município (Viamão), fiquei surpresa com a atuação do CAE e por alguns depoimentos de colegas de escolas municipais vizinhas, que comentaram da rigorosidade e seriedade do trabalho deste conselho no município. Ao mesmo tempo é triste perceber que o estado nada faz para o controle desta verba nas escolas estaduais. Nunca recebemos nenhuma visita e quando solicitamos formação e orientação para nossas funcionárias na CRE (Coordenadoria de Educação) recebemos como resposta um “não adianta...” As direções realizam uma prestação de contas semestral e podem adquirir inúmeros produtos para merenda, sendo que a CRE envia uma listagem com algumas sugestões de cardápios , não ocorrem reuniões e quem assina a prestação de contas é a diretora e o presidente do Conselho Escolar, sem necessidade de reunião deste conselho. É um absurdo que isto ainda ocorra, pois temos conhecimento de casos de aplicação indevida desta verba. Após a aprovação deste processo pela CRE ele retorna para arquivamento na escola. Nunca ocorreu nenhuma visita ou qualquer tipo de fiscalização. E a falta de merendeiras na rede estadual agrava a situação, pois acabam as serventes fazendo a merenda.

Referências


Entrevista com o Presidente do CAE Viamão - Sr. Carlos Fernando Oliveira da Silva - e-mail:
cae.viamaol@hotmail.com

FARENZENA, Nalú. Fontes e usos dos recursos. Prioridades e(Re)distribuição de recursos. Leitura opcional da Temática:
“Financiamento da Educação Pública Brasileira”. Disponível em: http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo5/organizacao_gestao/modulo4/financiamento_%202008.ppt

PINTO, José Marcelino de Rezende; ADRIÃO, Thereza. Noções Gerais sobre o Financiamento da Educação no Brasil. Disponível em:
http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo5/organizacao_gestao/modulo4/texto_financiamento_marcelino_e_thereza.pdf

Site do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação:
http://www.fnde.gov.br/home/index.jsp?arquivo=alimentacao_escolar.html#conselho