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Sunday, November 09, 2008

Projetos de Aprendizagem

Durante este semestre aprendemos a trabalhar em torno dos PAs (Projetos de Aprendizagem), através desta atividade foi possível estabelecer “determinadas relações entre aprendizes e professores e aprendizes e aprendizes que podem ser passíveis da emergência de um emocionar que considere a aceitação do outro, possibilitando interações de cooperação (que se produzem em um domínio recursivo de ações de cooperação)” (REAL). Foram momentos de intensa troca entre todos os componentes do grupo, que implica um exercício de cooperação entre os envolvidos. E principalmente uma “aceitação de diversidades de pensamentos nos modos de ser e de viver; realização e aceitação da crítica como um processo construtivo; respeito entre os envolvidos, tanto nas relações interpessoais como na relação com o conhecimento informal trazido pelo grupo; consideração em relação aos conhecimentos construídos na comunidade (...)” (REAL).
Conforme o texto da Professora Luciane, para Maturana: “o conhecimento está na própria ação/vivência do ser humano”. Nosso PA foi construído a partir da questão: “Que implicações nas áreas cognitiva, social, afetiva e comportamental envolvem os alunos que ingressam na 5ª série?" Esta idéia surgiu a partir da constatação de que na 5ª série os alunos passam por uma fase de transição que afeta seu comportamento, suas atitudes e seu desempenho escolar. Para o grupo estas mudanças estão diretamente ligadas ao fato de que nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental (1ª a 4ª séries) os alunos terem somente uma professora (unidocente) e na 5ª série, início das Séries Finais passarem a ter vários professores diferentes. Na minha escola, por exemplo, temos nove professores em cada 5ª série, nas disciplinas de História, Geografia, Artes, Ensino Religioso, Matemática, Gestão ambiental, Português, Educação Física, Língua Inglesa e Ciências. Deste grupo, é possível observar que aqueles que utilizam diferentes recursos pedagógicos em suas aulas conseguem melhores resultados. Além disso, alguns professores têm dificuldade em manter a organização da sala e a concentração dos alunos/alunas. Estes problemas aliados a um conteúdo distante da realidade dos alunos provocam um total desinteresse. A maior dificuldade segundo estes colegas é o “tempo” reservado ao planejamento, ou seja, a maioria dos colegas possui 40 ou 60 horas em todas as turmas da escola, inclusive o Ensino Médio. Então como preparar uma aula que envolva estas crianças e jovens com o conteúdo? É importante salientar que nossa metodologia é extremamente tradicional e reflete o descaso com que a educação é tratada em nosso país (políticas educacionais). Nosso PA foi construído coletivamente, bem como a escrita do hipertexto, que está alicerçado em nossas leituras, dados empíricos e as dúvidas e certezas que nortearam nossa pesquisa. Para Morin (2000, p. 59 e 53): "(...) quando conservamos e descobrimos novos arquipélagos de certezas, devemos saber que navegamos em um oceano de incertezas (...) a aprendizagem da compreensão e da lucidez, além de nunca ser concluída, deve ser continuamente recomeçada (regenerada)". A escrita coletiva do PA proporciona um interagir e um aprender a conviver com o outro que precisam ser valorizados no ambiente escolar.

Referências

REAL, Luciane M. Corte. APRENDER COM OS OUTROS INTERAGINDO NOS PROJETOS DE APRENDIZAGEM
REAL, Luciane M. Corte. TRANSFORMAÇÕES NA CONVIVÊNCIA SEGUNDO MATURANA

Thursday, September 11, 2008

AÇÃO E INTERAÇÃO!!!

Estimulada pelo assunto do texto: “Transformações na convivência segundo Maturana”, da professora Luciane M. Corte Real, reinicio minhas postagens... Através da leitura deste texto a professora Luciane propõe um exercício de análise com relação ao quadro que cada aluno(a) elaborou na atividade da aula 2. Neste quadro, relatamos alguns dos comportamentos que identificamos em nós e na família com relação às fases do desenvolvimento conforme a teoria de Erikson. Esta atividade e o Fórum em andamento estão possibilitando uma atenta observação de nossas experiências de vida e da forma com que estamos construindo o mundo. Este exercício de autoconhecimento provoca inúmeras emoções, pois conforme podemos perceber nos 5 fóruns da Interdisciplina, o foco da discussão oscila conforme as experiências de vida de cada grupo, entre suas relações interpessoais no trabalho e na família. “Construímos o mundo em que vivemos ao longo de nossas vidas” (REAL, 2008). Esta frase provoca uma reflexão sobre a importância da nossa AÇÃO sobre o mundo e as relações que estabelecemos nos diferentes ambientes onde vivemos. Somos “seres ativos em nosso universo de convivência” (REAL, 2008). Portanto, somos responsáveis pela nossa qualidade de vida. “Maturana e Varela mostram que o mundo não é pré-dado, e que o construímos ao longo de nossa interação” (REAL, 2008). Nesta perspectiva, o texto nos mostra como é importante nossa atitude diária, principalmente pela responsabilidade que temos na construção deste mundo que nos cerca. Acredito que nossa responsabilidade como educadores seja ainda maior por que contribuímos na formação de outros seres, que dependendo de sua história de vida, tem como referência apenas a escola. As emoções ocupam lugar de destaque no “cotidiano das relações entre educadores e educados”, pois as emoções podem facilitar ou dificultar o processo de aprendizagem. E neste caso, a afetividade aparece como um dos fatores decisivos na aprendizagem. Será que gostar ou não do seu professor pode facilitar ou dificultar a aprendizagem desta criança ou jovem na escola?