Friday, May 30, 2008

Domingos e Feriados...


Os textos sugeridos para leitura na disciplina de ciências naturais abordam questões práticas do nosso cotidiano e tornam-se referencial para o debate de inúmeras questões do ambiente familiar e escolar. “Os domingos precisam de feriados” escrito pelo Rabino Nilton Bonder, é um exemplo de como provocar uma reflexão com relação a nossa existência nesse planeta. Os fatos descritos pelo autor fazem referência a uma humanidade em “crise”... Quais nossos valores? Como estamos vivendo? Atualmente as pessoas evitam reunir-se para conversar, evitam esses momentos de “pausa” e reflexão. Nesta semana, conversando com os pais, alunos e professores durante os Conselhos de Classe Participativos da escola, pude perceber o quanto este texto colabora com nossa percepção de que nossas crianças e jovens precisam de maior atenção por parte de suas famílias. Enquanto reclamamos que nossos alunos e alunas não fazem as tarefas em casa e não têm o hábito da leitura, o que estamos fazendo de concreto para modificar esta estatística? Quantos de nós ao chegar em casa, vai direto para frente do computador ou resolve colocar em dia suas tarefas de casa, sem dar atenção para nossos filhos e marido ou esposa? Quem desliga a TV ao menos três vezes por semana e conversa com seus parentes ou amigos ou dedica este tempo para leitura de um livro, revista ou jornal? É incrível perceber o quanto estas perguntas nos incomodam ou desacomodam. Ao debater com os pais, colegas e alunos presentes percebi o quanto nossas vidas são semelhantes. O que fazemos todos os dias? E no final de semana? Sempre correndo de um lado para o outro, muitos de nós cumpre uma carga horária de 60 horas. Somos visita em casa. A frase: “As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado“. – reflete de forma clara e coerente nossa agitação interna e nosso tumultuado universo social. Nossos jovens moram neste lugar privilegiado pela natureza – Itapuã – e não param para admirar suas belezas. Nós, professores muitas vezes dirigimos até Itapuã e não admiramos a natureza. O nascer do sol, as preás que atravessam a estrada assustadas com seus filhos correndo em fila, os bugios que às vezes se arriscam na beira da estrada, o entardecer e o pôr do sol na beira da praia. Tudo isso é vida! E ficamos muitas vezes mal humorados na escola, falando sobre problemas, resolvendo problemas ou ainda criando mais problemas. Este texto caiu como uma luva na minha consciência. Nesta semana comecei a encarar meus dias de descanso como dias de descanso, sem cobranças, sem preocupações, com o celular desligado e curtindo a minha família.

Tuesday, May 27, 2008

Aprendizagem

De acordo com nossas discussões na escola com relação à aprendizagem, e com as leituras realizadas no módulo IV, do Programa de Capacitação para gestores Escolares (PROGESTÃO), que a questão central a ser debatida em nossas reuniões pedagógicas é: Como promover o sucesso da aprendizagem do aluno e sua permanência na escola?
Neste módulo foram discutidos os dez princípios da aprendizagem, que podem ser considerados centrais no processo de ensino e aprendizagem, são elas:
1) A história particular do aluno deve ser considerada no processo de ensino.
Nossos alunos são pessoas muito diferentes, suas histórias de vida são únicas e expressam sua maneira de ser e viver. Precisamos estar atentos a estas necessidades para elaboração do nosso Plano de Aula.
2) O autoconceito do aluno influi em sua capacidade de aprender. O autoconceito (imagem que o aluno tem de si mesmo) está diretamente ligado à motivação para a aprendizagem.
3) A aprendizagem deve ser significativa, isto é, ser relevante para a vida do aluno e articular-se com seus conhecimentos prévios.
4) Aprender motiva mais quando o aluno já tem alguma idéia do que está sendo ensinado e foi informado sobre como novos conhecimentos podem fazer sentido em sua vida.
5) Elogios são uma arma poderosa para promover a aprendizagem dos alunos.
6) A aprendizagem vivenciada é duradoura.
7) As aprendizagens precisam se repetir para serem dominadas, mas a repetição deve ser de forma interessante.
8) A aprendizagem é mais sólida quando se conhecem os erros cometidos.
9) Diferentes abordagens podem ser empregadas no desenvolvimento dos conteúdos, de maneira a atender à forma como o aluno aprende.
10) “Aprender a aprender” é fundamental para que o aluno conquiste autonomia para continuar aprendendo.

Friday, May 16, 2008

Plano Individual


CONSULTORIA PARA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE

PRÉ-REQUISITO PARA A IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA

A implantação do programa demanda uma profunda mudança cultural, que exige liderança e persistência por parte da Direção da Escola, bem como grande habilidade para promover o envolvimento de toda a Comunidade Escolar, através de uma gestão participativa, para se atingir os resultados.
Para que esta metodologia de gestão seja gradativamente implementada na Escola, é imprescindível criar uma Comissão Representativa da Escola, capaz de mobilizar e envolver todos os componentes da Comunidade Escolar.

Etapas para Implantação do Programa

1ª ETAPA: Comissão Representativa da Escola

Direção
Educadores
CPM
Conselho Escolar
Equipe Diretiva
Pais
Educandos
Funcionários

2ª ETAPA: Definir missão, visão e valores

MISSÃO: É a razão de existir da instituição no seu negócio – A EDUCAÇÃO

VISÃO: Guia o caminho para o futuro, fonte inspiradora, apoio para a tomada de decisões.

VALORES: São balizamentos para o comportamento da Escola no cumprimento de sua missão.

Normas, regras, princípios, crenças, política, filosofia e etc.


3ª ETAPA: Diagnóstico

Observação

Pesquisa

Questionário

Entrevista


Um bom diagnóstico inicial permitirá discernir as etapas e providências necessárias para atingir a meta desejada pela Escola.


Thursday, May 01, 2008

Museu Afro Brasil

É enriquecedor quando podemos discutir nossas dúvidas e socializar nossas experiências. Estou adorando participar dos Fóruns! Como escreveu a professora Maria Aparecida Bergamaschi (Cida) o Fórum de Estudos Sociais está "bombando". As atividades são muitas, mas vale a pena visitar o Enfoque Temático IV: Lugares de memória como laboratórios de aprendizagens em Estudos Sociais, achei interessante e musical a visita ao site do Museu Afro Brasil, no endereço: http://www.museuafrobrasil.com.br/animacao.htm. Nele estão contemplados os tempos e espaços diferentes e distantes deste povo. É uma forma de recuperar a memória da população africana deste País. Além disso, o site é educativo, pois nos faz (visitantes) reconhecer, entender e respeitar a população negra africana. Realmente é uma tentativa ousada de reescrever a nossa memória e a nossa história. E esta atividade está diretamente relacionada à elaboração da nossa Linha do tempo. (Aliás, ontem consegui postar a minha, após algumas tentativas frustrantes...) A descoberta destes endereços de museus foi muito gratificante, pois ontem mesmo estava conversando com o professor de história da escola a importância para o aluno observar, conhecer e compreender um pouco da nossa história através de uma visita ao Museu. Assim como os índios (projetos e aulas comentados no Fórum) a história e cultura africana fazem parte da nossa vida. Temos o Dia da Consciência Negra em novembro e muitas vezes não sabemos as atividades mais adequadas para trabalhar com nossos alunos e alunas estas questões e trazê-los para o debate.

Sunday, April 27, 2008

"O pianista"

Na sexta-feira, dia 25 de abril, no turno da noite, um colega da escola apresentou para seus alunos e alunas da EJA (Educação de Jovens e Adultos) um filme dirigido por Roman Polanski, "O Pianista", adaptado do livro autobiográfico de Wladyslaw Szpilman. Conversamos após o recreio e ele disse que tinha sido muito boa sua aula e que todos acharam o filme excelente. Como eu ainda não havia assistido, meu colega fez questão que trouxesse para casa. Ontem resolvi assistir com meu marido e meu Deus, fiquei perplexa com tanta dor e sofrimento. Já tinha assistido outros filmes como " A vida é bela" em que chorei muito, mas este não faz aflorar este tipo de sentimento, ele evoca a dor...
Ao assistir ao filme pensei no vídeo BALANCE, do módulo 2 de Ciências e de como é interessante a relação entre as manifestações de crueldade nazista com as ações dos habitantes daquele Universo depois que o egoísmo destruiu seu grupo. Os habitantes agiam em cooperação e interação, todos ocupavam o mesmo espaço, sem divisões, quando necessário para o grupo os indivíduos trocavam seus lugares naturalmente. A harmonia e equilíbrio do grupo foram quebradas quando o primeiro indivíduo sentiu a necessidade de TER mais espaço do que os outros e também ficar com a caixa. Esta atitude egoísta, infelizmente tornou-se uma prática atual em nossa sociedade, o sentimento de TER e possuir pessoas e objetos. Esta atitude é contrária ao sentimento de SER, SER uma pessoa melhor, ser amiga, confiável e solidária. Nos habitantes do filme esta atitude desencadeou um conflito que resultou na total destruição daqueles seres.
E o filme "O pianista" nos mostra isso, a eliminação de milhares de pessoas durante a II Guerra Mundial. O filme apresenta três fortes constatações: a opressão sufocante da sucessão de leis anti-semitas, que os judeus da época queriam acreditar, a cada novo decreto, que aquele seria o último. O medo, frente ao nazismo, presença estranha e desumana, que ameaçava pessoas e famílias inteiras. Enfim, o inexplicável dos crimes imprevisíveis e frios, que não deixam margem para esperanças. Polanski consegue fazer esta reconstituição com rara autenticidade. No filme "O Pianista", não se chora, mas um sentimento de revolta e de raiva nos invade.
O ser humano mata por prazer e destrói sem piedade o ambiente em que vive. Estas atitudes demonstram a falta de um sentimento de pertencimento a um grupo, seja ele de seres humanos, animais ou da própria natureza. Muitas pessoas praticam ações isoladas, justificando tal atitude como inevitável e necessária.
Na escola E.E.M.Dr. Genésio Pires temos um projeto com relação a educação ambiental, atualmente trabalhamos todas estas questões com nossos alunos e alunas, eles fazem saídas de campo e observações. Além disso, em nosso desenho curricular de 5ª a 8ª série temos a disciplina de Gestão Ambiental, são 2 períodos por semana e em cada série os estudantes são envolvidos em atividades dentro do pátio da escola, como: horta escolar, jardim, limpeza do pátio, salas de aula e corredores. No ano passado (2007) fizemos o plantio de árvores doadas pela Secretaria do Meio Ambiente de Porto Alegre. Buscamos parcerias com empresas da região para dar continuidade aos nossos projetos. As ações individuais positivas precisam ser valorizadas e nas escolas podemos transformar, através da educação, as distorções que existem com relação a preservação do ambiente e dos seres vivos.

Monday, April 14, 2008

Paulo Freire

O texto a seguir foi escrito a partir da leitura do livro Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire e alguns trechos do DVD sobre Paulo Freire (Coleção Grandes Educadores – Atta Mídia e Educação), apresentado por Moacir Gadotti e Ângela Antunes:
Paulo Freire nos apresenta uma Teoria do Conhecimento, baseada numa antropologia, foi inventada/construída a partir de uma visão de mundo e de uma visão de ser humano.
Paulo Freire elaborou três momentos para trabalhar sua teoria:
1º) Investigação temática:
Descobrir na criança, no jovem ou adulto aquilo que ele já sabe.
2º) Momento de tematização:
Significado destas palavras e temas geradores. Esta tarefa precisa ser interativa entre educador e educando.
3º) Problematização:
Descobrir o significado daquele conhecimento para minha vida e para vida de todos. Conscientização ou Problematização – esta etapa leva ao engajamento ao compromisso. Conforme Gadotti, ao longo de sua vida Paulo Freire utilizou outros termos em suas obras e com a leitura de toda sua obra o Instituto Paulo Freire apresenta desta forma os três momentos descritos por ele:
1º Leitura de Mundo:
Serve para me aproximar do mundo e retirar deste mundo lido os elementos que servem para minha vida e a vida dos outros. Antes de conhecer eu sou curioso, o interesse precede o conhecimento, esse pensamento é orientado pela curiosidade epistemológica descrita por Habermas (interesse precede o conhecimento). Por que o ser humano aprende? Aprende por curiosidade... o ser humano é um ser curioso. Paulo Freire partia das necessidades populares, a partir daí eu construo o conhecimento.
2º Compartilhar o mundo lido:
Não há conhecimento válido se não for compartilhado com o outro. Exige-se o diálogo. A validade do meu conhecimento é dado socialmente, quando compartilho e construo o conhecimento com os outros.
3º Reconstrução do mundo lido:
Se eu leio o mundo, compartilho o mundo lido então agora juntos vamos reconstruir o mundo.
Para Paulo Freire (1998), a essência do neoliberalismo é fazer com que a gente deixe de sonhar. Freire tinha um compromisso com a ética e uma utopia por um mundo possível. Tinha uma crença de que é possível mudar o mundo.
“Educadores e educandos não podemos, na verdade, escapar à rigorosidade ética” (1998,p.16).
A escola, segundo Freire, ensina para e com a cidadania. Acredita no cidadão pleno e na Escola autônoma.
Nesta palestra Gadotti explica que sempre procurou a melhor definição para Educação, anotou inúmeras durante sua docência, “e a melhor definição é do Paulo”:
“Educar-se é impregnar (encharcar) de sentido cada ato cotidiano”.
Nesta concepção como Freire via o conhecimento:
1º) Nós só aprendemos quando aquilo que aprendemos tem significado para nós. O ser humano aprende ao longo de toda vida, somos seres inacabados e por isso aprendemos sempre. Nessa perspectiva não há tempo próprio para aprender; Como é que o ser humano aprende? O ser humano aprende por sucessivas aproximações do objeto. Ele continua sempre como ser aprendente, por que o objeto está sempre revelando coisas novas.
2º) Aprender não é só acumular conhecimentos, pois as informações envelhecem rapidamente;
3º)O importante neste processo é aprender a pensar e pensar sobre a realidade;
4º) É sempre possível aprender, mas é um sujeito que aprende, não é um coletivo que aprende. Nós aprendemos em contato com o outro. A teoria de Freire é a teoria do respeito ao outro. É importante respeitar a identidade do outro. O conhecimento é dialógico (não é só histórico, epistemológico e lógico). A dialética é revolucionária e questionadora. A contradição se dá quando existe diálogo. Sua teoria é a teoria do diálogo e do respeito ao outro.
O aprendiz é um sujeito e tem que ser respeitado na sua própria identidade. É preciso que o sujeito aprendiz tenha uma identidade.
5º) Só aprendemos quando aquilo que aprendemos faz parte da nossa própria vida, pois educar é impregnar de sentido a nossa vida. O educando precisa descobrir o sentido daquele conhecimento para sua vida.
O educador nesta teoria é o profissional que orienta que constrói sentido, um animador e um organizador da aprendizagem. Para Freire (1998) o aluno precisa ter autonomia intelectual e para isso é necessário que consiga andar com as próprias pernas. O aluno como protagonista. Quem constrói o conhecimento é o educando não é o educador. O educador incentiva coordena, ajuda e testemunha sobre a importância do conhecimento. Possuía uma visão emancipadora do conhecimento.
Gadotti encerra sua palestra dizendo que o sistema educacional é arcaico, burocrático e hierarquizado. Não incita as pessoas para o aprendizado. Em sua opinião “a escola deveria ser uma coisa prazerosa”.
Este texto será utilizado na Reunião Pedagógica dos professores da E.E.E.M. Dr. Genésio Pires para complementar os estudos já iniciados neste mês (abril) com relação ao PPP (Projeto Político Pedagógico) proposto no Plano Individual.

Saturday, April 05, 2008

Ciências


Estou adorando as disciplinas deste semestre, em especial ciências, nosso primeiro encontro foi muito produtivo e divertido. Participei do Grupo Um, não cantamos Planeta Água, mas mesmo assim conversamos e visualizamos nossas produções. Foi muito divertido ver nossos trabalhos projetados no quadro. Nessa primeira atividade desenhamos alguns objetos, seres e sentimentos que vivenciamos ou conhecemos em algum momento de nossas vidas. Percebemos ao analisar essas produções que muitos de nós atribuímos imagens semelhantes para muitos conceitos. No entanto, os desenhos relacionados às palavras: Luz, força, raiva, água, ácido, saudade, micróbio, céu e energia, apresentaram representações diferentes. São palavras que refletem nossos sentimentos e nossas vivências. Estão impregnadas de lembranças... A palavra céu, por exemplo, foi representada através de nuvens, ou lua e estrelas, ou sol e nuvens, ou somente sol, ou somente estrelas. Evidenciam até mesmo nosso “estado de espírito” naquele dia. O ácido e a água apesar de representarem substâncias que existem e que são conhecidas por todos, também evocaram diferentes associações de nossa memória. A água foi representada por cachoeiras, rios e chuva. O ácido por frutas ácidas, ácidos em vidrarias de laboratório... Estas diferentes representações demonstram nossas diferentes percepções sobre determinado conceito, quando este está relacionado à abstração. Com esta atividade lembrei do autor Pedro Demo, autor do livro Educar pela Pesquisa, utilizado inúmeras vezes, inclusive para redigir o Projeto MULTIFEIRA, que acontece todos os anos na escola onde leciono. Este livro faz uma conexão entre pesquisa e educação, argumentando que a educação própria da escola é aquela mediada pela reconstrução do conhecimento. Assim permite ao leitor compreender a importância do saber pensar e do aprender a aprender. Ao ler este livro percebi o quanto é válido e produtivo realizar atividades como esta (que realizamos no Pólo) para compreender e conhecer um pouco da vivência e experiências de nossos alunos e a partir deste conhecimento planejar nossas estratégias para que realmente ocorra aprendizagem em nossas aulas de ciências. Fazer ciências é experimentar, ousar, pesquisar e criar. Nada de conceitos prontos e definitivos. Quando estou com meus alunos (atualmente estou no setor) procuro enfatizar que a ciência está em permanente construção e reconstrução... Ciência é movimento... é VIDA!!!
Até a próxima! Rosária

Friday, March 28, 2008

Análise do Portfólio Final e Análise Comparativa

Esta foto é da Banda da E.E.E. M. Dr. Genésio Pires que representa a concretização de um sonho em 2007.


“Há gente que não começa alegando precisar de tempo. Andam a procura não do tempo perdido, mas do tempo que não lhe dão. Falta tempo ou falta paixão” (MARQUES, 2000, p. 15)?
Acredito que os relatos e atividades selecionadas revelam momentos intensos de pesquisa, leitura, releitura, escrita e reescrita. Relendo meu portifólio percebi que minhas principais vivências, dificuldades e aprendizagens foram contempladas. As disciplinas deste semestre (2/2007) exigiram mais sensibilidade e subjetividade desta aluna aprendiz.
Quanto às apresentações do meu grupo, coordenado pela professora Beatriz Magdalena, foram muito semelhantes. As colegas trouxeram materiais referentes às suas práticas de sala de aula com seus alunos. Muitas apresentaram trabalhos da disciplina de teatro, inclusive na minha apresentação mostrei fotos do nosso espetáculo que teve como título: "Choco encontra uma mamãe"! Expliquei que esta atividade envolveu toda Comunidade Escolar e foi elaborada a partir das experiências e leituras realizadas na disciplina de teatro e educação, sendo escolhida pelo seu significado para todos os envolvidos no processo. Na escola observamos que esta atividade proporcionou maior contato entre os professores e uma maior aproximação entre alunos e professores. E a partir desta experiência foram realizadas algumas atividades na escola envolvendo professores de diferentes áreas.
Lembro que uma colega trouxe alguns trabalhos de seus alunos em artes e apresentou sua atividade através do retroprojetor. É possível perceber através das atividades selecionadas, um grande entusiasmo das colegas em trazer para o grupo suas percepções e vivências do cotidiano, transformadas através de suas aprendizagens no curso. Esta perfeita sintonia entre teoria e prática é que nos permite uma imediata transformação na nossa prática pedagógica, esse diferencial proporciona um maior interesse e empenho do grupo em participar e realizar todas as atividades. Esta idéia ficou muito clara no dia das nossas apresentações, pelo entusiasmo e alegria de todos ao concluir nossos relatos. Neste curso de pedagogia, mesmo a distância, percebemos a presença das professoras e colegas e a todo o momento somos motivados a aplicar a teoria aprendida na nossa prática na sala de aula. Este semestre como já havia escrito, foi muito importante por todas as dificuldades enfrentadas tanto com o curso, quanto com o cargo que atualmente exerço.
Penso que as diferenças estão em nossas trajetórias, somos pessoas diferentes, com diferentes concepções e aprendizagens, nossas histórias de vida podem em algum momento serem parecidas, mas nunca iguais. Acredito que nossos conceitos do que é “ser professor” também diferem de acordo com nossos paradigmas, mesmo assim, é possível registrar que nosso grupo apresenta grande “motivação” e vontade de “fazer diferente”, este é o caminho em busca de uma possível “fórmula” de como ensinar nossos alunos a “aprender a aprender”.
Quanto à forma de apresentação do meu portifólio, acredito que naquele momento, aquelas atividades e experiências sintetizam minhas dificuldades e aprendizagens durante o semestre, neste documento o mais difícil foi sintetizar e privilegiar apenas algumas atividades e aprendizagens. Para qualificar meu portifólio deste ano pretendo utilizar mais a fotografia e documentar as atividades realizadas aqui na escola.




Wednesday, March 12, 2008

O Recomeço...

Recomeçar é sempre uma tarefa difícil...

Retornei das minhas maravilhosas férias na praia, no final de janeiro, como estou na direção tenho somente um mês de férias. No início foi muito difícil, queria ficar em casa com minha família ou voltar para praia. Tantos problemas na escola para resolver... Falta de vagas, pinturas e reformas, matrículas... Papéis e mais papéis... A impressão que tenho é que só no final de março conseguirei colocar tudo em ordem.
O melhor de nossa profissão é retornar e rever os amigos... Os alunos e nossa comunidade. Sentir-se acolhido!!!
Mas, mesmo assim, é difícil recomeçar...

Sunday, January 13, 2008

Férias

Finalmente este momento de total preguiça!!!
Estamos de Férias parece um sonho...
Estou feliz com os resultados obtidos até agora, o curso está sendo muito importante neste período, tenho passado por algumas dificuldades... Mas vamos falar de alegrias... mar, sol, família reunida e muita confusão é claro! Mas fazer o quê? Família faz parte!!!
Um abraço a todos e muito obrigada por compartilharem desta importante caminhada.
Rosária

Monday, December 24, 2007

Começar... Recomeçar!!!

Mas, onde eu deveria começar,
O mundo é tão vasto?
Começarei pelo meu país,
Que é o que conheço melhor.
Mas meu país, porém, é tão grande.
Seria melhor começar por minha cidade.
Mas minha cidade é tão grande.
Seria melhor começar com a minha rua.
Não, minha casa.
Não, minha família.
Não importa, começarei comigo mesmo (Wiesel, 1979, p. 108).

Começar ou Recomeçar é sempre uma tarefa difícil, pressupõe uma ampla reflexão sobre nossas leituras, releituras e aprendizagens. Neste ano, muitos foram os desafios e acredito que inúmeras mudanças ocorreram em todos nós. Difícil pontuar esses momentos e essas transformações...
Através da nossa convivência percebi que mesmo com a falta de tempo é possível interagir, cooperar e colaborar com os colegas mesmo a distância.
Este semestre está sendo muito difícil, pois as atividades e elaboração do PORTIFÓLIO DE APRENDIZAGENS coincidiu com o final de ano. E na minha escola, as cobranças aumentaram, assim como, os compromissos, reuniões, formaturas, situações novas que apresentaram inúmeros desafios...
Sei que, neste mês, estive ausente do ambiente ROODA e das interações da turma, mas mesmo com todas as adversidades, acredito que tenha sido um semestre de intenso trabalho, interação e conhecimento. Este semestre além de ter proporcionado muitos desafios, motivou ainda mais nosso grupo do PEAD. Foram muitas atividades em grupo, com diferentes formações. Nosso grupo de LITERATURA, por exemplo, se encontrou no DC Navegantes para elaborar nossa apresentação, foi um momento muito descontraído e proveitoso. Conheci pessoas novas e me aproximei mais do grupo, me senti mais acolhida. As disciplinas deste semestre se completam e nos oferecem muitas possibilidades... As dificuldades enfrentadas no início do caminho foram substituídas por uma grande satisfação em concluir mais este percurso. Como estou atualmente fora da sala de aula, acredito que as mudanças ocorridas são notórias no meu cotidiano profissional, no relacionamento com os colegas e alunos.
Desejo aos professores e professoras, tutoras e tutores, meus queridos (as) colegas do PEAD um FELIZ NATAL, com saúde, paz e prosperidade!!!
Um forte abraço e até a próxima!

Friday, December 07, 2007

FÓRUM DOS SONHOS

Este fórum permite que seus participantes exercitem sua imaginação, reflitam sobre suas práticas e ousem sonhar...
2007-11-09 09:47:02 ROSÁRIA LANZIOTTI MORAES : É muito interessante este Fórum, pois sonhos todos nós temos, na realidade o que ocorre é que estamos deixando de alimentar nossos SONHOS. Como sonhar com esta vida atribulada e muitas vezes sem sentido que vivemos. Corremos de um lado para o outro, desnorteados e no final do dia ou da noite, refletimos e chegamos à conclusão que na verdade nada adiantou tanto desgaste, estamos engessados e estagnados. No ambiente escolar as relações entre as pessoas está muito difícil, estamos passando por um período crítico, de desencontros e desesperança. Assim meu sonho seria que as pessoas se comprometessem mais com sua profissão. Os professores e professoras fossem menos complicados, mais felizes e brincassem mais!!! Assim como nos revela a professora Tânia Fortuna em sua entrevista: \\\"O brincar o divertir-se com o trabalho pode ter relações muito fecundas - o tempo de trabalhar na Idade Média não estava tão separado do tempo de se divertir e conviver\\\". \\\"Brincando nós criamos cenas que não existem, mas poderão existir\\\". \\\"O que se brinca agora pode ser verdade amanhã\\\". Sou professora, mas estou triste com tantas reclamações... Afinal nosso aluno merece qualidade e respeito, meu sonho é fazer parte de uma escola pública estadual mais FELIZ!!! Nós aqui na escola fazemos muitas atividades importantes para o desenvolvimento de nossos alunos... Temos teatro em artes, gincanas, jogos esportivos, saídas de campo orientadas, mas as ações ainda são muito isoladas. COMO ATINGI-LO? Este sonho perpassa muitos ambientes e concepções diversas do que é \\\"ser professor\\\", mas acredito que um grupo unido, forte, participativo e interligado, aliado a uma proposta pedagógica única pode ser o começo. Vou tentar criar espaços de discussão. Ou melhor, vou propor espaços de discussão. Tentar romper esta barreira, esta carapaça, que nos protege e nos imobiliza. Acho que é isso... Até a próxima! Rosária
2007-11-22 14:45:52 ROSÁRIA LANZIOTTI MORAES : Olá a todos e a todas!!! Vou aproveitar a questão que a SIMONE nos fez: Como nós, professores, podemos no dia a dia de nossa sala de aula contribuir para que muitos sonhos se tornem realidade? Acredito que o primeiro passo seja conhecer nossa comunidade e dialogar com as famílias dos nossos alunos. Motivá-los a querer sempre mais, não deixar que se acostumem com essa escola que nos é apresentada hoje. As mudanças precisam ocorrer desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Todos têm direito de \"sonhar\". O que ocorre atualmente é um movimento de \"marcha ré\", pois enquanto todos discutem e exigem mudanças, estamos atrelados a velhos paradigmas e esperando que um milagre aconteça. Precisamos valorizar nosso aluno, a mudança precisa começar dentro de nós, a partir daí teremos condições de promover outras discussões e quiçá outras ações. Percebo que muitos colegas ainda apresentam um discurso teórico totalmente diferente de sua prática. Por esse motivo, sonho com comprometimento e ação. Assim, proporcionar aos nossos alunos, na sala de aula, momentos de pesquisa e debate é fundamental para criar nessas crianças e jovens um conceito de democracia e desenvolvimento diferente do nosso. Somos acomodados e individualistas. Precisamos amar, sentir, lutar e fazer mais!!! Até a próxima! Rosária

Wednesday, November 21, 2007

Contação de Histórias

Literatura infanto-juvenil

Nossa atividade de segunda-feira (19/11) no Pólo de alvorada foi excelente. Adorei participar da "Contação de histórias" com meu grupo: Aline, Carla (representada pela Selva), Glauber, Inês Cristina, Neusa e Eu. Adorei nosso trabalho, estou apaixonada pela "contação de histórias". Pretendo elaborar e incentivar meus colegas para “hora do conto” aqui na escola. Quem sabe mudamos algumas práticas.
Como já relatei na atividade do Bloco 5, estou atualmente exercendo minhas atividades no Setor, mesmo assim auxilio minhas colegas com suas atividades em sala de aula. A seguir, apresento algumas situações vividas neste semestre que contribuíram para ampliar nossos conhecimentos, motivar nossas crianças e que deram suporte para construção do meu Inventário Criativo da disciplina de Teatro. No dia 9 de outubro, os professores e professoras das séries iniciais do Ensino Fundamental das escolas estaduais foram convidados pela 28ª CRE (Coordenadoria de Educação) para participar do curso de Formação “Nas trilhas da Alfabetização: a literatura entra em cena”, promovido pela Coordenadoria e a Fundação Bradesco. Após as boas vindas às professoras do 2º ano da Fundação Bradesco apresentaram a Hora do conto: “Dona Baratinha” de Ana Maria Machado. Foi muito interessante as professoras estavam caracterizadas e participaram do teatro. Durante a apresentação nosso grupo decidiu fazer a nossa peça de teatro para a Gincana da nossa escola. Nós escolhemos o Livro do GEEMPA para alfabetização: "Choco encontra uma mamãe[1]" de Keiko Kasza.
Além da hora do conto achei muito interessante a palestra com a Professora Mara Jardim... Poesia e contos: pontos e contrapontos. Nesta palestra a professora afirma com entusiasmo que a criança é um ser poético. A poesia nasce e se desenvolve com a criança. A educação poética da criança inicia-se no útero. As cantigas de ninar acalmam o nenê por que possuem o ritmo das batidas do coração que ele estava acostumado dentro do útero materno.
Na nossa escola a hora do conto é realizada por uma mãe voluntária que trabalha na Biblioteca à tarde. Neste ano nenhuma professora pode assumir a Biblioteca na Rede Estadual, a prioridade era suprir as carências da Sala de aula, somente algumas escolas possuem este setor funcionando. É uma lástima, pois apesar das mães voluntárias o uso da Biblioteca está precário e poucos professores estão utilizando este espaço.
A professora do Pré e 1º ano tem em sua rotina outros momentos de leitura na sala de aula, pois trabalha manhã e tarde no mesmo ambiente e pode transformá-lo em um lugar acolhedor e organizado, com uma estante de livros infantis. Foi nesta sala que encontrei o livro da Cinderela, pois na Biblioteca da escola não havia nenhum exemplar.
Mesmo não estando na sala de aula, acredito que essas leituras e discussões que já ocorreram em nossa turma do PEAD e aqui na escola revelaram um mundo de idéias e expectativas para o futuro. A leitura deste texto, por exemplo, faz crescer dentro do meu ser mil idéias de como auxiliar minhas colegas na sala de aula. Para começar já marcamos uma reunião do currículo sobre estas questões relativas aos contos de fadas.

Referências

MACHADO, Ana Maria. Encantos para sempre.

[1] Este livro é utilizado pelas turmas de 1º ano do ensino Fundamental de 9 anos, o método utilizado é do GEEMPA (Grupo de estudos sobre Educação, Metodologia de Pesquisa e Ação). Nossa intenção é motivar as crianças para leitura dos livros infantis. Através da dramatização tornamos os personagens da história reais e próximos estimulando o trabalho com o livro de atividades.

Wednesday, November 14, 2007

RELATOS DE EXPERIÊNCIAS

Projeto Eleições Cidadãs
É um projeto colaborativo com amigos virtuais de Cataguases MG, Belo Horizonte MG e Joinville SC. Os alunos realizaram uma pesquisa na escola e em casa com relação às eleições. Assistiram aos horários políticos e fizeram anotações, comparações e entrevistas com pessoas da família. Na sala de aula foram promovidos debates, pesquisas em livros, revistas e internet. Depois destas pesquisas publicaram comentários acerca dos diversos assuntos relacionados com a eleição e publicaram no blog. A seguir os alunos tiveram oportunidade de publicar comentários acerca das publicações dos colegas de intercâmbio e das escolas que participam do projeto.
Este projeto foi organizado e implementado pelas Professoras de Informática Pedagógica:
Andréa Toledo: Instituto Francisca de Souza Peixoto – Cataguases, MGRogéria Garonce: Colégio Santo Antônio - Belo Horizonte, MGGládis Leal dos Santos : CAIC Prof. Mariano Costa – Joinville, SCO projeto Eleições Cidadãs está sendo desenvolvido com as crianças que estudam no Instituto Francisca de Sousa Peixoto em Cataguases, MG, no Caic Mariano Costa em Joinville, SC e colégio Santo Antônio em Belo Horizonte, MG. O projeto acontece em sua maioria em ambiente virtual através de escrita colaborativa no Blog.
Relevância da Experiência
Conforme as autoras o conceito de cidadania só tem sentido como testemunho e prática de conhecimentos que levam à ação. Os alunos precisam participar de discussões políticas e de conhecer e compreender seus direitos desde crianças. Nossa obrigação enquanto educadores é formarmos cidadãos conscientes do seu papel na sociedade e comprometidos com a transformação de nosso país. Precisamos aprender a escolher nossos governantes, a sermos críticos e respeitarmos as opiniões. Através da construção do blog colaborativo os alunos puderam vivenciar: “noções de cidadania e respeito à opinião do outro e a consciência de seu papel na sociedade”.
Evidências e Argumentos
Através da justificativa, objetivos e metodologia descritas neste projeto aliadas as contribuições e postagens dos alunos percebe-se que as professoras obtiveram grande êxito com seu trabalho colaborativo. É muito importante atualmente despertar a consciência cidadã de nossos alunos e alunas e proporcionar oportunidades como esta, para que eles possam pensar, questionar, criticar e contribuir com seu conhecimento para construção de um país melhor de se viver. O incentivo a leitura, a pesquisa em livros revistas e internet, bem como a formação de uma rede de conhecimento entre as escolas destas duas cidades foi de fundamental importância para o sucesso do projeto.
Envolver a família na construção deste conhecimento permite o crescimento de todos os envolvidos no processo. A escola funciona como um grande polvo mobilizando seus tentáculos e disseminando seu conhecimento pela comunidade. Cumprindo desta forma seu papel social de formadora de opiniões e de sujeitos críticos e conscientes de suas potencialidades, conhecedores de seus direitos e responsabilidades.
Quanto a implementação do Projeto, conforme o questionamento da Daiane, relato que na escola onde trabalho temos o Projeto de Educação Ambiental que envolve todos os alunos e comunidade. Com o projeto elaboramos um Desenho curricular com a discilplina de Gestão Ambiental que corresponde a 2 períodos semanais, nos quais os alunos de 5ª a 8ª série realizam atividades para preservação do meio ambiente. O processo de envolvimento de todos os segmentos da escola foram muito semelhantes. Mas para o ano de 2008 vou propor aos colegas de Estudos Sociais um Projeto voltado para as eleições.

Monday, November 12, 2007

Visita a 6ª BIENAL DO MERCOSUL

Neste Sábado, 10 de novembro, os alunos e alunas do PEAD, acompanhados pelas tutoras Rosaura, Vanessa e Adriana e pelo professor Bento da disciplina de Artes Visuais, visitaram a 6ª BIENAL DO MERCOSUL. O primeiro Roteiro foi no MARGS (Museu de Arte do Rio Grande do Sul) onde conhecemos a Mostra Monográfica de Francisco Matto (Montevidéu - Uruguai, 1911 - 1995). Produzidas entre 1939 e 1995, as 94 pinturas sobre tela e madeira e esculturas em madeira são marcadas pelo interesse nas culturas pré-colombianas. Unindo arte antiga e as linguagens contemporâneas, o artista traça um caminho original a partir dos ensinamentos do Universalismo Construtivo, desenvolvidos pelo também uruguaio Joaquin Torres-García.
Öyvind Fahlström (1928 – 1976): A exposição Mapas vai trazer 19 gravuras do artista plástico, poeta, jornalista, dramaturgo, crítico, cineasta e ativista que foi referencial no cenário artístico mundial dos anos 60. A participação na Bienal será a primeira apresentação no Brasil do trabalho deste que foi o único brasileiro homenageado com exposições monográficas no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), no Centre Georges Pompidou, Paris, e na Moderna Museet de Estocolmo. Fahlström nasceu em São Paulo, Brasil, em 28 de dezembro de 1928. Passou sua infância em São Paulo, Niterói e Rio de Janeiro e foi educado em português e inglês na Escola Britânica de São Paulo. Aos dez anos de idade foi passar o verão na Suécia, mas, um mês após sua chegada em Estocolmo, a Alemanha invadiu a Polônia. Impedido de viajar devido à eclosão da 2ª Guerra Mundial permaneceu na cidade, tendo cursado história da arte na Universidade de Estocolmo. Mesmo tendo nascido em nosso país preferiu viver fora para que um número cada vez maior de pessoas conhecesse sua obra. Preocupado com as questões políticas preferiu defender suas idéias através da reprodução de suas obras. Para aproximar as pessoas e divulgar seus trabalhos fez montagens com quebra-cabeça e peças de lego. Assim o público poderia interagir com sua obra. Atualmente suas obras não podem ser fotografadas e reproduzidas, sendo esta uma exigência de sua viúva.
No Roteiro 1, visitamos a Mostra Monográfica de Jorge Macchi, no Santander Cultural. Nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 1963, sua obra nos apresenta inúmeros questionamentos sobre a finitude do ser e as possibilidades do efêmero. A cidade, o cotidiano, a violência e o destino são temas das criações do artista que trabalha em diversas mídias, incluindo instalações, pinturas, vídeos e fotografias. É uma obra simples que apresenta imagens e sons, que representam nossas angústias e preocupações cotidianas. A impressão que ficou de sua obra é de uma intensa energia – ao contrário das palavras que são evidenciadas em algumas montagens - como, por exemplo, sangue e morte. Percebe-se um grande pulsar de vida, sua obra é permeada de sentimentos e realismo, considero que sua temática e linguagem é a que mais se aproxima das manifestações dos jovens de nossas escolas. O charme de seu trabalho reside na re-contextualização de elementos cotidianos em pequena escala, mas com grande intensidade. Ele permeia sua produção por uma abordagem sutil de questões políticas e de como as informações veiculadas pelos jornais servem para construção de novos significados e narrativas.
Durante toda visita observei que os três artistas, cada um com sua leitura de vida, estavam preocupados com questões, históricas, políticas, econômicas sociais e ambientais. Nas montagens de FAHLSTRÖM é possível observar palavras e imagens relativas à água, desmatamento e poluição. MACCHI nos apresenta uma obra muito interessante realizada diretamente sobre a parede, que será destruída após o encerramento da BIENAL, onde o artista utiliza barro retirado da Praça da Alfândega.

Monday, November 05, 2007

Iberê Camargo



"Minha gravura e minha pintura sempre caminharam de forma paralela. Nem podia ser desligada. Porque eu sempre pinto o agora. Mas como não sou um saco vazio, esse agora tem muita coisa dentro, que vem à tona, que participa do hoje. Quando eu pinto o agora, estou pintando o ontem e já abrindo espaço para o futuro. É por isso que eu digo que ninguém pode caminhar sem colocar um passo na frente e outro atrás. Esse negócio de caminhar pulando não dá. Por isso que esse desejo de ruptura com as coisas é como querer tirar uma perna. Vai caminhar pulando como um sapo?"

Iberê Camargo - 6 de março de 1994

Artista de rigor e sensibilidade únicos, Iberê Camargo é um dos grandes nomes da arte do século XX. Autor de uma obra extensa, que inclui pinturas, desenhos, guaches e gravuras, Iberê nasceu em Restinga Seca, no interior do Rio Grande do Sul, em novembro de 1914, tendo passado grande parte de sua vida no Rio de Janeiro. Desde a juventude, mostrou-se atraído por personalidades independentes, como Guignard e Goeldi. Na Europa, estudou com mestres como Giorgio de Chirico, Carlos Alberto Petrucci, Antônio Achille e André LotheAo longo de sua vida, Iberê Camargo sempre exerceu forte liderança no meio artístico e intelectual. Teve sua obra reverenciada em exposições de renome internacional, como a Bienal de São Paulo, a Bienal de Veneza, a Bienal de Tóquio e a Bienal de Madri, e integrou inúmeras mostras no Brasil e em países como França, Inglaterra, Estados Unidos, Escócia, Espanha e Itália. O pintor morreu aos 79 anos, em Porto Alegre, em agosto de 1994, deixando um acervo de mais de sete mil obras. Grande parte delas foi deixada a sua esposa, Sra. Maria Coussirat Camargo, e integra hoje o acervo da Fundação Iberê Camargo.
Enquanto escrevia sobre minha próxima postagem lembrei-me de meu primeiro contato com a arte. É estranho pensar que só como professora fui conhecer uma exposição. Ela foi agendada por acaso para mostrar aos alunos o trabalho de Iberê Camargo. As visitas eram no museu criado dentro de sua própria casa com o acervo de sua esposa. Hoje a fundação está sendo construída as margens do Guaíba e será linda. Mas o que mais chamou nossa atenção foi o carinho da responsável pelo lugar que contava com detalhes a vida deste artista. Parecia que a cada visita conhecíamos mais seus segredos. Os auto-retratos são fantásticos e expressam claramente os sentimentos vividos por Iberê. Estou ansiosa para visitar a Bienal, pois quando fui com minha família visitamos apenas a parte do cais. Nossa cidade está em festa, pois além da Bienal temos a acolhedora FEIRA DO LIVRO. Até a próxima!

Friday, October 26, 2007

Desafios


A disciplina de teatro e educação tem proporcionado grandes desafios... Nossa primeira aula foi muito interessante e movimentada. Meu primeiro resultado será apresentado no "Inventário Criativo" que estou concluindo hoje. Neste relato apresento uma peça e fotos de nossa apresentação. A seguir uma síntese deste espetáculo!!!
"Choco encontra uma mamãe" de Keiko Kasza. Esta história ajuda-nos a compreender o que é importante na vida, aborda a relação de acolhimento de um filho. Choco é um pássaro que vivia sozinho e tinha muita vontade de encontrar uma mamãe. Choco sai pela floresta e pergunta aos animais que encontra pelo caminho se por acaso não seriam sua mãe. Primeiro encontrou a senhora girafa, mas ela não era sua ma mãe. Não tinha asas como ele. Mais tarde encontra a senhora pingüim, a senhora Morsa e a medida que recebia como resposta um não ficava mais triste. Quando Choco viu a senhora Urso colhendo maçãs, soube que ela não podia ser sua mãe. Não existia nenhuma semalhança entre ele e a senhora Urso. Choco se sentiu tão triste que começou a chorar:
- Mamãe, Mamãe! Preciso de uma mamãe!
A senhora Urso sensibilizada conversa com Choco e pergunta como ele acha que reconheceria sua mãe. Choco diz que sua mamãe o abraçaria, beijaria e cantaria uma canção. Então a Senhora Urso abraçou, beijou, cantou e dançou com Choco. Assim Choco encontra uma família e recebe todo carinho de uma mãe de verdade. Seus irmãos são um hipopótamo (Hipo), um jacaré (Coco) e o porquinho (Porqui). Quando se encontram todos dançam felizes e comem uma deliciosa torta de maçã. Choco se sentiu muito feliz porque sua mãe o acolheu como aos outros filhos.
Para montagem da peça os professores serão divididos em grupos: personagens, criação de máscaras e roupas, diálogos ,confeccção do cenário, equipe de apoio e montagem.

Os objetivos são:

  • Escrever, organizar e apresentar uma peça.
  • Motivar os alunos e alunas para leitura de histórias infantis e dramatização destes textos.

Este livro é utilizado pelas turmas de 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos, o método utilizado é do GEEMPA (Grupo de estudos sobre Educação, Metodologia de Pesquisa e Ação). Nossa intenção é motivar as crianças para leitura dos livros infantis e da compreensão destas histórias. Através da dramatização tornamos os personagens da história reais e próximos estimulando o trabalho com o livro de atividades.

Foi muito interessante ler o livro “Choco encontra uma mamãe” e interagir com os colegas de diferentes áreas do conhecimento. Tínhamos na peça professoras de matemática, artes, língua portuguesa e currículo.
A comunidade assistiu a apresentação e aplaudiram nossa atuação. Os alunos ficaram admirados com os atores professores, se divertiram muito junto com suas famílias. A apresentação para os pais foi importante porque neste texto as relações familiares são questionadas. A qualidade dos sentimentos das mães e pais é fundamental para o pleno desenvolvimento de seus filhos. Salienta que para sermos bons cuidadores precisamos ter a capacidade de acolhimento. Assim como a senhora Urso acolheu seus quatro filhos muito diferentes entre si. O acolhimento de um filho depende da sincera, honesta e maravilhosa experiência de amor. A senhora Urso acolhe filhos porque tem espaço amoroso dentro de si. Assim como a cada ano letivo as professoras acolhem uma nova turma de alunos
Ocorre um enriquecimento de experiências mútuas, tanto para alunos, como para pais e professores. Todos crescem e aprendem juntos. Foi muito emocionante participar da peça e perceber as carinhas de alegria ao reconhecerem seus professores no palco. É uma experiência maravilhosa.

Tuesday, October 23, 2007

Foto de Itapuã


Reflexões

No dia 20 de outubro professores e professoras da E.E.E.M. Dr. Genésio Pires realizaram um almoço de Confraternização no Parque Estadual de Itapua. Chegamos as nove horas e fomos para o Centro de Visitantes onde está acontecendo uma exposição de fotos da flora e fauna do Parque. São imagens belíssimas das praias e do farol de Itapua. Neste primeiro momento percebi o quanto é importante observar os detalhes das obras, a luminosidade, a distribuição dos objetos ou imagens a serem registradas no espaço da tela. Minhas observações continuaram durante toda a nossa visita. Recentemente comentei com uma colega das séries iniciais habilitada em Pedagogia, sobre as dificuldades que estou enfrentando neste semestre. Enquanto muitas colegas estão felizes e tranqüilas com as atividades, eu estou ansiosa e preocupada. A razão de toda minha aflição são as disciplinas que exigem mais sensibilidade e subjetividade. Sou uma pessoa muito prática, não consigo parar e ficar admirando uma tela, observar seus detalhes, descrever suas características e ainda produzir uma releitura. Fiz e Refiz as atividades de Artes, mas ainda estou insegura. É evidente que preciso trabalhar mais essas limitações, observar mais o que acontece ao meu redor. Mas continuando com a Visita ao Parque fomos para Praia da Pedreira e fizemos uma trilha de duas horas. Fomos no local onde existe a Fortaleza, um local utilizado pelos Farrapos para bombardear os navios do Império quando entravam no Guaíba. Esta Fortaleza é uma formação de pedras cuidadosamente esculpida pela natureza. Meus colegas que tem máquina digital tiraram algumas fotos. Vou publicar algumas aqui no Blog.

Saturday, October 13, 2007

Escrita Coletiva

Escrita coletiva

E uma conclusão se impõe, de ordem prática: importa escrever para buscar o que ler; importa ler para reescrever o que se escreveu e o que se leu. Antes o escrever, depois o ler para o reescrever. Isso é procurar; é aprender: atos em que o homem se recria de contínuo, sem se repetir. Isso é pesquisar (MARQUES, 1997, p. 90).
Durante nossa viagem para Rio Grande, neste feriado de 12 de outubro, enquanto meu marido dirigia e a chuva caía. Pensei na nossa experiência neste semestre, com a escrita coletiva e na difícil tarefa de escrervermos três histórias a 80 mãos.No semestre passado, um trabalho semelhante foi desenvolvido coletivamente na disciplina Seminário Avançado: Oficinas Virtuais de Aprendizagem. Para construção deste texto contamos com o Editor de Texto Coletivo (ETC) que possibilita um ambiente capaz de dar suporte à escrita cooperativa/colaborativa através da Web. Disponível em http://homer. nuted.edu.ufrgs.br/etc desenvolvido pelo NUTED - Núcleo de tecnologia Digital aplicado à Educação. Através desse espaço virtual trabalhamos a distância de forma síncrona e assíncrona. O grupo utilizou, ainda, o ambiente virtual de aprendizagem ROODA - Rede Cooperativa de Aprendizagem da UFRGS, onde criamos um Fórum para trocas e discussão de conceitos na construção do texto coletivo. É importante ressaltar que durante este trabalho foi necessário articulação do grupo, pois foi preciso no trabalho coletivo ouvir a todos e contribuir com idéias para essa construção. Constitui-se num movimento dinâmico em que estão envolvidas diferentes culturas, aprendizagens, habilidades que precisam ser respeitadas e ao mesmo tempo chegar ao resultado esperado e a produção de significados. Este texto foi escrita por 5 pessoas. Lembro que neste pequeno grupo já achamos difícil escrever sobre o mesmo assunto e dar continuidade ao pensamento do colega, imagina o desafio de escrever com mais 79 professoras e professores.É interessante refletir sobre esta construção e nos momentos difíceis que passamos... vontade de retirar parte do texto do colega ou de escrever nos comentários que parem de alterar nossos parágrafos. Acredito que este stress faça parte do processo, pois para escrevermos juntos precisamos trabalhar nossa ansiedade, ampliar nossos sentimentos de cooperação e solidariedade. Escrever coletivamente exige de cada um dos autores uma contribuição que vai muito além do EU, que estamos acostumados a utilizar em nosso cotidiano. Inclui o NÓS, um grupo que precisa unido concluir um texto começado por outra pessoa, que vive em outro contexto, totalmente diferente de nós. A complexidade da escrita coletiva esta na dualidade entre aquilo que quero escrever e na necessidade de respeitar as idéias dos outros autores. É muito interessante perceber que o resultado reflete em grande parte nossas idéias. Observa-se que nossas frases e parágrafos diluíram-se perfeitamente no texto. E que “depois da tempestade vem a bonança”.

Referências
MARQUES, Mário Osório. Escrever é preciso: o princípio da pesquisa. Ijuí: UNIJUÍ, 1997.