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Friday, June 20, 2008

Plano Individual de Estudos

Na Reunião pedagógica do dia dezoito de junho de 2008, os professores e professoras foram divididos em grupos de quatro componentes. Cada grupo recebeu um texto sobre avaliação, após as discussões nos grupos o professor (a) escolhido para relator apresentou as principais conclusões com relação às questões apresentadas.
Logo após os relatos e discussões entre os grupos foi sugerido para o grande grupo que levantassem três pontos positivos na forma de avaliar, são eles:
quando a avaliação serve como um diagnóstico para o aluno sendo importante sempre trazer para os estudantes o resultado dos instrumentos utilizados na avaliação;
quando a avaliação auxilia no diagnóstico e planejamento do professor;
reforço da auto estima dos alunos que atingem os objetivos;
um instrumento de levantamento de dados estatísticos para retomar os conteúdos não compreendidos durante o trimestre para auxiliar na recuperação.
Foi solicitado que esse debate tenha continuidade, especialmente com relação à forma que cada um avalia e quais os critérios de cada professor para avaliar; foi solicitado um espaço de maior debate para que a avaliação da escola seja mais homogênea.
A próxima reunião ficou agendada para o dia24 de junho.

Saturday, June 14, 2008

Bem-te-vi ou Urubu?


Achei que esta imagem traduz com perfeição nossas leituras na disciplina Seminário Integrador IV, pois aqueles raios de sol transmitem toda energia que precisamos para seguir em frente, apesar das adversidades. Através dos exemplos e situações descritas é possível acreditar na mudança e na (des)acomodação.
Com relação à grade de conteúdos (MAGDALENA;COSTA, 2003), acredito que os Planos de Estudos construídos a partir das dúvidas dos alunos e alunas seriam mais ricos. Melhor ainda se estes conteúdos determinassem o ponto de partida para os Projetos de Aprendizagem. Mas como esta mudança ocorreria na prática? Com esta amplitude de possibilidades e conceitos como os professores e professoras se organizariam para suas aulas? Atualmente nas escolas públicas estaduais estamos divididos em docentes do CAT (Currículo por Atividades) e docentes por Área de Conhecimento, a partir da 5ª série temos um horário a seguir com as disciplinas separadas conforme o Desenho Curricular de cada escola. Nas séries iniciais como o professor (a) é unidocente podemos planejar nossas aulas com maior liberdade dentro do mínimo estabelecido nos Planos de Estudos, mas a partir da 5ª série, como faríamos?
É importante refletir sobre como mudar a realidade das escolas, seus índices de reprovação e evasão, mas é preciso entender que esta mudança só ocorrerá dentro do ambiente escolar com a mobilização dos educadores. A seguir, transcrevo um trecho do livro de Rubem Alves escrito na década de 80, que colabora com nossas discussões:
“... para educar bem-te-vi é preciso gostar de bem-te-vi, respeitar o seu gosto, não ter projeto de transformá-lo em urubu. Um bem-te-vi será sempre um urubu de segunda categoria. Talvez, para se repensar a educação e o futuro da Ciência, devêssemos começar não dos currículos-cardápios, mas do desejo do corpo que se oferece à educação” (ALVES,1984, p.12).

Referências

ALVES, Rubem Azevedo. Estórias de quem gosta de ensinar. 4ª edição, São Paulo, Cortez: Autores Associados, 1984.

Tuesday, May 27, 2008

Aprendizagem

De acordo com nossas discussões na escola com relação à aprendizagem, e com as leituras realizadas no módulo IV, do Programa de Capacitação para gestores Escolares (PROGESTÃO), que a questão central a ser debatida em nossas reuniões pedagógicas é: Como promover o sucesso da aprendizagem do aluno e sua permanência na escola?
Neste módulo foram discutidos os dez princípios da aprendizagem, que podem ser considerados centrais no processo de ensino e aprendizagem, são elas:
1) A história particular do aluno deve ser considerada no processo de ensino.
Nossos alunos são pessoas muito diferentes, suas histórias de vida são únicas e expressam sua maneira de ser e viver. Precisamos estar atentos a estas necessidades para elaboração do nosso Plano de Aula.
2) O autoconceito do aluno influi em sua capacidade de aprender. O autoconceito (imagem que o aluno tem de si mesmo) está diretamente ligado à motivação para a aprendizagem.
3) A aprendizagem deve ser significativa, isto é, ser relevante para a vida do aluno e articular-se com seus conhecimentos prévios.
4) Aprender motiva mais quando o aluno já tem alguma idéia do que está sendo ensinado e foi informado sobre como novos conhecimentos podem fazer sentido em sua vida.
5) Elogios são uma arma poderosa para promover a aprendizagem dos alunos.
6) A aprendizagem vivenciada é duradoura.
7) As aprendizagens precisam se repetir para serem dominadas, mas a repetição deve ser de forma interessante.
8) A aprendizagem é mais sólida quando se conhecem os erros cometidos.
9) Diferentes abordagens podem ser empregadas no desenvolvimento dos conteúdos, de maneira a atender à forma como o aluno aprende.
10) “Aprender a aprender” é fundamental para que o aluno conquiste autonomia para continuar aprendendo.

Friday, May 16, 2008

Plano Individual


CONSULTORIA PARA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE

PRÉ-REQUISITO PARA A IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA

A implantação do programa demanda uma profunda mudança cultural, que exige liderança e persistência por parte da Direção da Escola, bem como grande habilidade para promover o envolvimento de toda a Comunidade Escolar, através de uma gestão participativa, para se atingir os resultados.
Para que esta metodologia de gestão seja gradativamente implementada na Escola, é imprescindível criar uma Comissão Representativa da Escola, capaz de mobilizar e envolver todos os componentes da Comunidade Escolar.

Etapas para Implantação do Programa

1ª ETAPA: Comissão Representativa da Escola

Direção
Educadores
CPM
Conselho Escolar
Equipe Diretiva
Pais
Educandos
Funcionários

2ª ETAPA: Definir missão, visão e valores

MISSÃO: É a razão de existir da instituição no seu negócio – A EDUCAÇÃO

VISÃO: Guia o caminho para o futuro, fonte inspiradora, apoio para a tomada de decisões.

VALORES: São balizamentos para o comportamento da Escola no cumprimento de sua missão.

Normas, regras, princípios, crenças, política, filosofia e etc.


3ª ETAPA: Diagnóstico

Observação

Pesquisa

Questionário

Entrevista


Um bom diagnóstico inicial permitirá discernir as etapas e providências necessárias para atingir a meta desejada pela Escola.


Monday, April 14, 2008

Paulo Freire

O texto a seguir foi escrito a partir da leitura do livro Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire e alguns trechos do DVD sobre Paulo Freire (Coleção Grandes Educadores – Atta Mídia e Educação), apresentado por Moacir Gadotti e Ângela Antunes:
Paulo Freire nos apresenta uma Teoria do Conhecimento, baseada numa antropologia, foi inventada/construída a partir de uma visão de mundo e de uma visão de ser humano.
Paulo Freire elaborou três momentos para trabalhar sua teoria:
1º) Investigação temática:
Descobrir na criança, no jovem ou adulto aquilo que ele já sabe.
2º) Momento de tematização:
Significado destas palavras e temas geradores. Esta tarefa precisa ser interativa entre educador e educando.
3º) Problematização:
Descobrir o significado daquele conhecimento para minha vida e para vida de todos. Conscientização ou Problematização – esta etapa leva ao engajamento ao compromisso. Conforme Gadotti, ao longo de sua vida Paulo Freire utilizou outros termos em suas obras e com a leitura de toda sua obra o Instituto Paulo Freire apresenta desta forma os três momentos descritos por ele:
1º Leitura de Mundo:
Serve para me aproximar do mundo e retirar deste mundo lido os elementos que servem para minha vida e a vida dos outros. Antes de conhecer eu sou curioso, o interesse precede o conhecimento, esse pensamento é orientado pela curiosidade epistemológica descrita por Habermas (interesse precede o conhecimento). Por que o ser humano aprende? Aprende por curiosidade... o ser humano é um ser curioso. Paulo Freire partia das necessidades populares, a partir daí eu construo o conhecimento.
2º Compartilhar o mundo lido:
Não há conhecimento válido se não for compartilhado com o outro. Exige-se o diálogo. A validade do meu conhecimento é dado socialmente, quando compartilho e construo o conhecimento com os outros.
3º Reconstrução do mundo lido:
Se eu leio o mundo, compartilho o mundo lido então agora juntos vamos reconstruir o mundo.
Para Paulo Freire (1998), a essência do neoliberalismo é fazer com que a gente deixe de sonhar. Freire tinha um compromisso com a ética e uma utopia por um mundo possível. Tinha uma crença de que é possível mudar o mundo.
“Educadores e educandos não podemos, na verdade, escapar à rigorosidade ética” (1998,p.16).
A escola, segundo Freire, ensina para e com a cidadania. Acredita no cidadão pleno e na Escola autônoma.
Nesta palestra Gadotti explica que sempre procurou a melhor definição para Educação, anotou inúmeras durante sua docência, “e a melhor definição é do Paulo”:
“Educar-se é impregnar (encharcar) de sentido cada ato cotidiano”.
Nesta concepção como Freire via o conhecimento:
1º) Nós só aprendemos quando aquilo que aprendemos tem significado para nós. O ser humano aprende ao longo de toda vida, somos seres inacabados e por isso aprendemos sempre. Nessa perspectiva não há tempo próprio para aprender; Como é que o ser humano aprende? O ser humano aprende por sucessivas aproximações do objeto. Ele continua sempre como ser aprendente, por que o objeto está sempre revelando coisas novas.
2º) Aprender não é só acumular conhecimentos, pois as informações envelhecem rapidamente;
3º)O importante neste processo é aprender a pensar e pensar sobre a realidade;
4º) É sempre possível aprender, mas é um sujeito que aprende, não é um coletivo que aprende. Nós aprendemos em contato com o outro. A teoria de Freire é a teoria do respeito ao outro. É importante respeitar a identidade do outro. O conhecimento é dialógico (não é só histórico, epistemológico e lógico). A dialética é revolucionária e questionadora. A contradição se dá quando existe diálogo. Sua teoria é a teoria do diálogo e do respeito ao outro.
O aprendiz é um sujeito e tem que ser respeitado na sua própria identidade. É preciso que o sujeito aprendiz tenha uma identidade.
5º) Só aprendemos quando aquilo que aprendemos faz parte da nossa própria vida, pois educar é impregnar de sentido a nossa vida. O educando precisa descobrir o sentido daquele conhecimento para sua vida.
O educador nesta teoria é o profissional que orienta que constrói sentido, um animador e um organizador da aprendizagem. Para Freire (1998) o aluno precisa ter autonomia intelectual e para isso é necessário que consiga andar com as próprias pernas. O aluno como protagonista. Quem constrói o conhecimento é o educando não é o educador. O educador incentiva coordena, ajuda e testemunha sobre a importância do conhecimento. Possuía uma visão emancipadora do conhecimento.
Gadotti encerra sua palestra dizendo que o sistema educacional é arcaico, burocrático e hierarquizado. Não incita as pessoas para o aprendizado. Em sua opinião “a escola deveria ser uma coisa prazerosa”.
Este texto será utilizado na Reunião Pedagógica dos professores da E.E.E.M. Dr. Genésio Pires para complementar os estudos já iniciados neste mês (abril) com relação ao PPP (Projeto Político Pedagógico) proposto no Plano Individual.

Friday, March 28, 2008

Análise do Portfólio Final e Análise Comparativa

Esta foto é da Banda da E.E.E. M. Dr. Genésio Pires que representa a concretização de um sonho em 2007.


“Há gente que não começa alegando precisar de tempo. Andam a procura não do tempo perdido, mas do tempo que não lhe dão. Falta tempo ou falta paixão” (MARQUES, 2000, p. 15)?
Acredito que os relatos e atividades selecionadas revelam momentos intensos de pesquisa, leitura, releitura, escrita e reescrita. Relendo meu portifólio percebi que minhas principais vivências, dificuldades e aprendizagens foram contempladas. As disciplinas deste semestre (2/2007) exigiram mais sensibilidade e subjetividade desta aluna aprendiz.
Quanto às apresentações do meu grupo, coordenado pela professora Beatriz Magdalena, foram muito semelhantes. As colegas trouxeram materiais referentes às suas práticas de sala de aula com seus alunos. Muitas apresentaram trabalhos da disciplina de teatro, inclusive na minha apresentação mostrei fotos do nosso espetáculo que teve como título: "Choco encontra uma mamãe"! Expliquei que esta atividade envolveu toda Comunidade Escolar e foi elaborada a partir das experiências e leituras realizadas na disciplina de teatro e educação, sendo escolhida pelo seu significado para todos os envolvidos no processo. Na escola observamos que esta atividade proporcionou maior contato entre os professores e uma maior aproximação entre alunos e professores. E a partir desta experiência foram realizadas algumas atividades na escola envolvendo professores de diferentes áreas.
Lembro que uma colega trouxe alguns trabalhos de seus alunos em artes e apresentou sua atividade através do retroprojetor. É possível perceber através das atividades selecionadas, um grande entusiasmo das colegas em trazer para o grupo suas percepções e vivências do cotidiano, transformadas através de suas aprendizagens no curso. Esta perfeita sintonia entre teoria e prática é que nos permite uma imediata transformação na nossa prática pedagógica, esse diferencial proporciona um maior interesse e empenho do grupo em participar e realizar todas as atividades. Esta idéia ficou muito clara no dia das nossas apresentações, pelo entusiasmo e alegria de todos ao concluir nossos relatos. Neste curso de pedagogia, mesmo a distância, percebemos a presença das professoras e colegas e a todo o momento somos motivados a aplicar a teoria aprendida na nossa prática na sala de aula. Este semestre como já havia escrito, foi muito importante por todas as dificuldades enfrentadas tanto com o curso, quanto com o cargo que atualmente exerço.
Penso que as diferenças estão em nossas trajetórias, somos pessoas diferentes, com diferentes concepções e aprendizagens, nossas histórias de vida podem em algum momento serem parecidas, mas nunca iguais. Acredito que nossos conceitos do que é “ser professor” também diferem de acordo com nossos paradigmas, mesmo assim, é possível registrar que nosso grupo apresenta grande “motivação” e vontade de “fazer diferente”, este é o caminho em busca de uma possível “fórmula” de como ensinar nossos alunos a “aprender a aprender”.
Quanto à forma de apresentação do meu portifólio, acredito que naquele momento, aquelas atividades e experiências sintetizam minhas dificuldades e aprendizagens durante o semestre, neste documento o mais difícil foi sintetizar e privilegiar apenas algumas atividades e aprendizagens. Para qualificar meu portifólio deste ano pretendo utilizar mais a fotografia e documentar as atividades realizadas aqui na escola.