Referências
COSTA, Iris Elisabeth Tempel; MAGDALENA, Beatriz Corso. Revisitando os Projetos de Aprendizagem, em tempos de web 2.0. Faculdade de Educação/PEAD - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Porto Alegre – RS – Brasil.
Na cinzenta monotonia da minha vida de adulto lembrei-me das vivas cores dos anos da infância. Voltei atrás, deixei iludir-me pelas reminiscências. E eis que ingressei na cinzenta monotonia dos dias e das semanas de criança. Nada lucrei, mas perdi o tempero da resignação (KORCZAK, 1981, p. 152).
Durante estas cinco semanas de estágio o objetivo das atividades foram proporcionar a estas crianças a compreensão do fato histórico a partir de suas vivências. Para percorrer este caminho utilizamos (eu e a professora Josiane) o conhecimento prévio como ponto de partida e à medida que as crianças foram compreendendo este conceito e como escrever um PA fomos avançando em nossas aprendizagens. Realizamos uma reunião com pais e mães para apresentação do PA (seus objetivos) e conseguimos que a maioria liberasse o uso da imagem de seus filhos e filhas. O retorno das famílias enviando materiais como: fotos, filmes (do Teixeirinha) o folder com o mapa de Itapuã, demonstra sua aprovação. Acho que apesar das minhas limitações tenho conseguido desenvolver de forma tranqüila o projeto. A dificuldade, ou melhor, o desafio da construção do PA é a mediação durante a elaboração deste trabalho coletivo, pois é difícil proporcionar estes momentos de interação, flexibilidade e registro que a escrita de um PA exige. Durante este período apareceram inúmeras questões e desafios, pois estes ambientes pressupõem que os alunos tornem-se sujeitos ativos, ampliando suas redes de colaboração. A dificuldade de sua aplicabilidade é a ausência de um modelo ou uma receita passo a passo (daí sua beleza), pois cada grupo, à medida que percorre este caminho faz diferentes escolhas e ter pernas para alcançá-los é o DESAFIO!
O endereço da página da turma é: http://turma419.pbworks.com/
Referências
FISCHER, Rosa Maria Bueno. Escrita Acadêmica: arte de assinar o que se lê. In: COSTA, M. e BUJES, M. Isabel. (org.) Caminhos Investigativos III: riscos e possibilidades de pesquisar nas fronteiras. Rio de Janeiro; DP&A, 2005. p. 117-140.





Estamos discutindo o texto de Regina Hara (1992), através do Fórum da Interdisciplina: Educaçâo de Jovens e Adultos no Brasil. A autora propõe uma reflexão com relação a nossa prática docente e os desafios de manter o interesse destes jovens e adultos na escola, sendo estes sujeitos originários da classe popular. São pessoas que não tiveram oportunidade de aprender quando crianças e assim ficaram a margem da sociedade. É complicado falar desta realidade sem estar inserido nela, não sou professora da EJA, mas participo das discussões e reuniões de colegas desta modalidade. Percebe-se assim como na contextualização do texto de Hara (1992) que estes educadores (as) enfrentam muitos desafios e dificuldades para exercer a sua docência. Na nossa escola, temos neste ano uma EJA formada por muitos alunos (as) que foram transferidos do Ensino Regular e que enfrentam problemas de autoestima e autoimagem, consideram-se fracassados, pois em sua maioria possuem um histórico de duas ou três reprovações por série. Então o desafio este ano é MOTIVAR... “Dificuldades em ensinar, em lidar com a motivação, em conseguir ganhos de consciência são permanentes nos depoimentos daqueles que buscaram o trabalho com adultos das camadas populares” (HARA, 1992, p. 1). A evasão existe e nos coloca a prova todos os dias, a cada desistência... Citando o professor Helvécio (01/10/2009): “Motivar nossos educandos implica em primeiro nos motivarmos a nós mesmos. Esta é a nossa primeira conquista. Para tanto, é necessário que estejamos abertos ao novo e ao diferente. (...) O desafio está dado, resta-nos a nós (educadores) enfrentarmos e transformá-lo em elemento de nossa prática pedagógica, que antes de tudo é prática social. A melhor forma de alfabetizar, para mim, é levar em conta aquilo que o educando sabe, ressignificar esse saber, organizá-lo e devolvê-lo organizadamente a ele para que ele de posse da cultura letrada lute pelo espaço político e social ao qual ou aos quais ele (educando/cidadão) tem direito e, muitas vezes ou quase sempre, não sabe porque lhe falta a informação”.